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Combate às enchentes: política de Estado

'Não não existirá administrador com êxito no combate às enchentes se não defendermos a continuidade administrativa nas políticas públicas'

10/02/2024 11h39 - Atualizado há 2 anos Publicado por: Redação
Combate às enchentes: política de Estado

João Batista Muller*

Por vezes lemos, ouvimos pessoas que se arvoram conhecedores de temas extremamente complexos em uma administração pública. De uma cadeira, um sofá, emitem opiniões recheadas de achismos e recados a nossa administração, muitas vezes omitindo ou negando conhecimento sobre as ações da atual administração.

E um tema que incomoda os administradores da nossa cidade é o das recorrentes enchentes, quase que anuais, as quais trazem prejuízos aos setores privado e público, e os registros em vídeos impressionam pela iminência de possíveis tragédias.

Em São Carlos, quase sem exceção, os administradores investiram no combate as enchentes, uns mais outros menos, mas quase sempre com investimentos em achismos, com pouco ou nenhum planejamento. Alguns elevaram pontes aumentando a velocidade das águas sem ter a vazão suficiente para sua passagem, tamponaram córregos, iniciaram galerias que levaram nada a lugar algum, enfim muitas tentativas e pouca resolução, mas tentaram.

O discurso mais fácil que ouvimos é de que as enchentes sempre existiram e existirão, que o clima está alterado devido as interferências do ser humano. No entanto, o tema “combate às enchentes” deve ser tratado como política de estado e não de “um governo”. É preciso planejamento, projetos e ações para mitigar ou acabar com alagamentos, inundações e enchentes na área urbana com projetos de curto, médio e longo prazo.

Não existiu e não existirá administrador com êxito no combate às enchentes se não defendermos a continuidade administrativa nas políticas públicas.  Nossa administração está executando projetos de combate às enchentes de micro ou macrodrenagem que estavam nas gavetas há mais de uma década, outros contratados pela primeira gestão do perfeito Airton.

A população não quer saber se os projetos são de partido “A” ou “B, com recursos próprios, estaduais ou federais, ela espera a resolução ou mitigação dos efeitos danosos das enchentes. Atualmente podemos dizer que acabou a máxima de que a administração local só fala ou se movimenta com ações contra as enchentes de ano em ano, nos períodos chuvosos.

Em parceria com o Ministério Público, a atual administração passou a planejar as políticas públicas de combate às enchentes. Nos afastamos do “achismo” administrativo que imperou por décadas. Durante um ano e dois meses reunimos os mais renomados profissionais da cidade com amplo conhecimento em drenagem urbana e elaboramos um termo de referência para solução das enchentes nas bacias hidrográficas do gregório e do Simeão. Com respaldo neste termo contratamos um dos mais importantes escritórios especialista em drenagem urbana, a Hidrostúdio Engenharia, com sede na capital, que apresentará, em março, as futuras obras de combate as enchentes na região do Mercado Municipal.

Além desta importante e assertiva ação, estamos solucionando as enchentes na Rotatória do Cristo com investimentos da Prefeitura e da empresa Rumo, quase 100 milhões de reais. Nos últimos sete anos foram executadas 24 obras de micro e macrodrenagem e contratados 14 novos projetos de drenagem urbana. Só este ano foram destinados 20 milhões de reais para obras definidas em parceria com o Ministério Público.

Nossa administração terá ou deixará quase uma dezena de projetos executivos de médio e grande porte de investimentos no combate às enchentes. Só não podemos ser acusados de inércia, falta de planejamento ou descontinuidade administrativa nesta área. Estamos entre os administradores que mais investiram em drenagem urbana em São Carlos. Sempre respeitamos as mais diversas opiniões sobre o tema, em especial daqueles que tem a teoria e a prática no enfrentamento da causa da drenagem urbana. Assim defendemos hoje e sempre o planejamento e continuidade administrativa em políticas públicas a fim de evitar prejuízos aos cidadãos contribuintes de um Município, Estado ou União.

 

*João Batista Muller é Secretário Municipal de Obras Públicas.

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