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Bira cobrará retirada da possibilidade de cobrança de pedágio entre São Carlos e Araraquara de edital

Vereador disse que pedirá uma reunião urgente com a ARTESP para tratar do assunto

09/06/2022 17h24 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Bira cobrará retirada da possibilidade de cobrança de pedágio entre São Carlos e Araraquara de edital Foto: Divulgação / Câmara Municipal de São Carlos (SP)

A possibilidade de, no futuro, haver uma cobrança por quilômetro rodado na Rodovia Washington Luis, a partir de pórticos automáticos, segue repercutindo em São Carlos, após a divulgação do edital e seus anexos no site da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), no último dia 4 de junho.

Ao ler a matéria publicada no Jornal Primeira Página na edição de ontem e tomar conhecimento do edital, o vereador Ubirajara Teixeira (Bira), do PSD, um dos que mais lutou contra a possível instalação do pedágio entre Araraquara e São Carlos, disse que buscará agendar uma reunião urgente com a ARTESP. “O governador se comprometeu a não instalar a praça de pedágio entre São Carlos e Araraquara. Vou marcar uma reunião com a ARTESP para cobrar que essa possibilidade deixe de existir no edital”.

A ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo emitiu nota dizendo que não há previsão de implantação de cobrança de pedágio por quilômetro percorrido. “O modelo trazido no edital, o Sistema Automático Livre, prevê a substituição das atuais praças de pedágio por pórticos. Esses pórticos de passagem mantém a lógica de cobrança atual, com redução de 15% na tarifa, além da adoção do sistema de Desconto de Usuário Frequente (DUF), onde os descontos tarifários podem chegar a 83%”.

De acordo com a Agência, o novo sistema será implantado progressivamente nos trechos do Lote Noroeste ao longo dos sete primeiros anos de contrato. Porém, a própria ARTESP destaca que o edital faz projeções de cenários futuros abrindo a possibilidade de outros tipos de cobrança, mas que novas metodologias têm de passar por estudos e análises tecnológicas, jurídicas, contratuais e regionais para possível implantação e também que toda alteração no modelo de cobrança tem de ser aprovada pelo Poder Concedente.

Porém, no anexo 4 do Edital, que trata sobre Estrutura Tarifária, o item 3.3 trata a respeito de alterações futuras e diz que, após a assinatura do contrato, a Concessionária poderá propor o reposicionamento, revisão de especificação ou redimensionamento de praças de pedágio e dos pórticos. Ou seja, o edital deixa brechas para que os pórticos sejam colocados, no futuro, em local diferente do qual estão hoje.

Além disso, no mesmo item, também consta que a concessionária poderá propor sistema operacional de arrecadação baseado no conceito de cobrança pela quilometragem percorrida pelo usuário, tarifação dinâmica ou programas de tarifas variáveis, entre outros, sendo que sua efetiva implementação dependerá de anuência prévia pela ARTESP.

Desta forma, o edital deixa em aberto para o futuro a possibilidade da cobrança por quilômetro rodado como também o possível redimensionamento e alteração da localização dos pórticos, conforme publicado na matéria do Jornal Primeira Página na edição de ontem (9). Nos próximos dias, o debate em torno do assunto deve ganhar corpo na região.

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