Volta de alunos da UFSCar promete alavancar negócios
Após 49 dias de greve de servidores e quase 100 fora das salas de aula, estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) voltaram nesta segunda-feira, 24, às atividades do 2º semestre, trazendo para o comércio perspectiva de aumento dos negócios, afetados com ausência dos alunos.
“Esta região depende muito dos estudantes. São eles que movimentam aqui. E com a volta às aulas estamos esperando um aumento de 40%”, diz Meire Bernardes do Palácio dos Sorvetes, que comercializa também refeições e lanches.
“Esperamos um aumento de 10% com a volta às aulas. Somos fornecedores de produtos para lanchonetes e com a greve elas foram afetadas e com isso nós também”, explica Richard Canova, gerente da HS Frios.
“A Federal tem maior influência do que a USP, e esperamos um aumento de 60%”, diz Marcelo Vedoveli, de um restaurante e lanchonete.
Marcio Daniel, administrador da academia Vibração, diz: “78% dos nossos clientes são universitários, da USP, da UFSCar e da Unicep, e os da graduação da UFSCar representam 30%, então esperamos esse aumento, sim”, e completa: “Penamos para passar agosto”.
“Estamos há oito anos aqui e este foi o pior ano. Nosso carro-chefe é o programa Work and Travel e todos os alunos da Federal que iriam participar desse programa, ou desistiram, ou fizeram opção por outro programa. E isto porque nele o universitário vai trabalhar nos EUA por até 4 meses, entre novembro e março. Com a greve e as alterações no calendário dos alunos da UFSCar, com eles tendo aula em dezembro, janeiro e fevereiro, nossa perspectiva para esse programa este ano é quase nula”, explica Edson Saturnino Pereira, consultor pós-venda da empresa Invista em Você.



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