Sondagem aponta crescimento da confiança dos empresários

Os índices que medem a confiança
dos empresários nos setores de comércio (Icom) e de serviços (ICS) tiveram alta
no mês de dezembro, divulgou nesta última quinta-feira, 26, o Instituto
Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No comércio, a
confiança subiu de 97,8 pontos para 98,1 pontos e, nos serviços, a alta
foi de 95 pontos para 96,1 pontos.
Na escala dos índices de confiança, o patamar dos 100 pontos é considerado
neutro, e resultados abaixo desse valor indicam pessimismo, enquanto valores
acima apontam uma avaliação otimista por parte dos empresários. Segundo o
economista Rodolpho Tobler, que coordenou a sondagem do comércio e também
participou da dos serviços, resultados entre 90 e 100 pontos indicam que a
confiança está moderadamente baixa, e valores entre 100 e 110, que ela está
moderadamente alta.
No caso do Icom, Tobler avaliou que a confiança no setor encerrou 2019 com uma
acomodação próxima ao patamar dos 100 pontos, a partir do qual o cenário passa
a ser considerado positivo. Na visão do pesquisador, os empresários estão
cautelosos com a sustentabilidade da recuperação do setor, “que vai
depender de uma melhora expressiva da confiança dos consumidores e do mercado
de trabalho”.
O Índice de Situação Atual, em que os empresários do comércio avaliam o
presente, teve uma alta de 0,9 ponto, chegando a 95,8 pontos, o maior patamar
do ano de 2019. Por outro lado, o Índice de Expectativas do Comércio teve queda
de 0,4 ponto, a terceira seguida. Apesar disso, o índice continua acima dos 100
pontos, em 100,5 pontos.
Na avaliação sobre o setor de serviços, Tobler aponta que o ano de 2019 foi
encerrado com trajetória de confiança ascendente. “A alta em dezembro foi
influenciada principalmente pela melhora da percepção dos empresários sobre a
situação atual, sugerindo que o volume de serviços deve ter um resultado
favorável no último trimestre do ano e com empresários mais otimistas com a
continuidade da recuperação gradual do setor nos primeiros meses de 2020”,
disse.
A situação atual do setor de serviços é avaliada com 93,6 pontos, o maior valor
desde junho de 2014. Em dezembro, houve alta de 1,8 ponto nessa percepção e, se
somado todo o ano de 2019, o indicador subiu 5,1 pontos desde janeiro.
O índice que mede as expectativas dos empresários de serviços teve um
desempenho mais fraco, com alta de 0,4 ponto em dezembro. Apesar de ter chegado
a 98,8 pontos no fim deste ano, o índice caiu 2,1 pontos em relação a 2018.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços teve
um resultado negativo em dezembro, recuando 0,1 ponto percentual, para 81,6%.



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