Sob Bolsonaro, subsídios têm primeira alta desde Dilma

Um
relatório do Ministério da Economia que aponta aumento nos
subsídios em 2019 está parado nas gavetas do órgão desde meados
de março, segundo apurou o ‘Estadão/Broadcast’. Trata-se da 4.ª
edição do Orçamento de Subsídios da União (OSU), que está
pronta, mas ainda não foi divulgada.
O documento apontará
que os subsídios subiram de 4,6% do PIB em 2018 para 4,8% do PIB no
ano passado, mostrando que o governo Jair Bolsonaro registrou, em seu
início, a primeira alta nesses incentivos desde 2015, ainda no
governo Dilma Rousseff. A gestão da petista foi marcada por uma
explosão nos subsídios, que saíram de 4,2% do PIB, em 2010, para
6,7% do PIB, no fim de 2015
O Orçamento de Subsídios da
União é uma publicação anual, iniciada em 2017 após a realização
de um seminário com técnicos do governo e do Tribunal de Contas da
União (TCU). A retomada do documento foi considerada uma vitória
internamente diante da necessidade de jogar luz sobre o problema do
crescimento dos subsídios, que colaborou para a deterioração das
contas públicas sem dar a devida transparência a quem foi
beneficiado.
Em 2018, a segunda edição foi publicada em
maio, e no ano passado, a terceira edição foi divulgada em abril. A
publicação já foi alvo de elogios do TCU em documentos oficiais
por dar transparência a esse tipo de incentivo.
Questionado
sobre por que o documento com os dados de 2019 não foi publicado e
se o motivo seria o aumento nos subsídios, o Ministério da Economia
disse que o OSU “está em elaboração” e que “quando
concluído será divulgado”.
O Estadão/Broadcast
então insistiu no início da tarde da última sexta-feira com a
pasta, com a informação de que o documento está pronto desde
meados de março, e questionou se o Ministério mantinha o
posicionamento. Não houve resposta.
Segundo apurou a
reportagem, a alta veio dos subsídios financeiros e creditícios,
que apresentaram um aumento de 0,3 ponto porcentual do PIB. Houve
grandes variações nos subsídios do FAT (com crescimento de R$ 30
bilhões) e outras menores nos empréstimos feitos pela União ao
BNDES, devido à liquidação antecipada de saldos devedores.



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