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Setembro tem queda de 51% no número de contratação

São Carlos se mantém com saldo positivo no número de carteiras assinadas

31/10/2021 09h15 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Setembro tem queda de 51% no número de contratação Foto: Divulgação

Reportagem: Hever Costa Lima


Números na contratação de mão de obra pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram divulgados na sexta-feira, 29, com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério da Economia. O mercado de trabalho em São Carlos (SP) admitiu 3.252 pessoas e desligou 2.901, o que gerou um saldo positivo de 351 novos contratos. Em setembro, houve um recuo ainda mais significativo nas vagas ofertadas na cidade, 51% menos quando comparado a agosto (717).

“Os setores da indústria, serviços, construção civil e agropecuária apresentaram expansão, enquanto o comércio reduziu 32 postos de trabalho. As reduções, em sua maior parte no comércio, aconteceram em hipermercados, materiais de construção e comércio de reparação de veículos e automotores”, afirmou o economista Elton Casagrande, colaborador do Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC).

Em sua análise, Casagrande apontou que a média salarial das pessoas admitidas no contrato celetista (CLT) em setembro foi de R$ 2.160. “Esse valor é maior que a média de remuneração das pessoas admitidas em agosto. Neste sentido, houve um ganho de 11% nos salários dos admitidos em setembro quando comparado aos contratados em agosto”.

O economista ainda aponta que é no setor de Serviços que se encontram as maiores médias salariais, relativas aos demais segmentos. “Cada vez que o saldo cresce, como é verificado em setembro, favorece o acréscimo da média de pagamentos salarial e de rendimento da cidade”.

A grande maioria dos novos contratos ocorreu na faixa etária de 18 a 24 anos, seguida da faixa de 30 a 39 anos. Cerca de 62% dos contratos têm escolaridade de ensino médio completo. “O número de homens contratados atingiu 3.128 e o de mulheres, 1.788 ao longo de 2021”.

No total, no ano, a cidade tem 78.998 pessoas com vínculo trabalhista. O cálculo do governo federal, desde janeiro de 2020, contabiliza empregados no regime CLT, trabalhadores temporários, avulsos, agentes públicos, trabalhadores cedidos e dirigentes sindicais, contribuintes individuais (MEI – Microempresário Individual) e bolsistas. “Neste sentido, as pessoas que têm registro e trabalham como autoemprego (MEI), entram na contabilidade do Caged”, explicou Casagrande.

EM 2021 – Ao analisar os dados do Caged em 2021, contabiliza-se saldo positivo de 4.916 novos contratos assinados. Novamente o segmento de Serviços desponta com 2.300 vagas abertas e Indústria com 1.678. A Construção Civil (495) e Comércio (478) seguem com ritmo semelhante e ocupam o terceiro e quarto lugares.

Panorama

O economista Elton Casagrande, colaborador do Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) faz uma análise do panorama nacional com as contratações apontadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Segundo ele, o crescimento do saldo de emprego em setembro em todos os Estados brasileiros foi positivo. Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco apresentaram os maiores saldos em termos absolutos.

“Considerando-se o poder de compra dos rendimentos, a disparada dos preços, encarecimento da energia, transações com transportes, custo dos insumos importados têm reduzido o poder de compra real dos rendimentos de trabalho”.

Casagrande pontua, entretanto, que os demais rendimentos, como juros, lucros, renda da terra e dividendos estão sendo preservados ou ganhando participação na renda nacional.

O salário médio da admissão de empregados com carteira assinada atingiu R$ 1.795,46 no território nacional, ou seja, uma redução de 1% com relação ao mês anterior, segundo dados da Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia.

“O mercado de trabalho e as decisões de consumo estão favorecidos pelo aumento do contingente de pessoas com rendimentos, mas, por outro lado, estão prejudicados pela queda do poder de compra dos salários”.

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