Secretário faz apelo para Senado aprovar MP da carteira verde-amarela

Segundo Bruno Bianco, medida ajudará a retomar empregos após crise
Tirada de pauta da
sessão desta última sexta-feira (17) do Senado, a Medida Provisória (MP) 905,
que introduz a carteira verde e amarelo, é importante para a retomada dos
empregos após a crise econômica provocada pelo novo coronavírus, disse o
secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno
Bianco. Segundo ele, a equipe econômica está disposta a negociar com os senadores
para que o texto seja votado na segunda-feira (20), quando perde a validade.
O secretário fez um apelo para que o senado aprove a MP no início da próxima
semana. “Tenho a convicção que, assim como a Câmara se esforçou muito e ficou
até tarde da noite para votar, o Senado também o fará. Deixo aqui esse apelo no
sentido de dizer o quão fundamental para o Brasil é uma medida que trata do
emprego e possibilita que jovens e pessoas com mais de 55 anos tenham empregos
facilitados numa retomada da economia”, disse Bianco em entrevista coletiva
para fazer um balanço das ações tomadas pela equipe econômica no combate à
crise provocada pela pandemia de covid-19.
Na avaliação de Bianco, a flexibilização da legislação trabalhista para a
contratação de jovens e de empregados com mais de 55 anos será essencial para a
preservação dos empregos e para a recuperação do mercado de trabalho depois que
a crise acabar. “Por uma grande coincidência, estamos diante do momento em que
buscamos a preservação de empregos e temos, nas nossas mãos, uma MP que
preserva empregos e possibilitará uma retomada fundamental e rápida
especialmente para as pessoas que mais sofrem em momentos de crise”, disse.
Fintechs
O secretário citou outros pontos da MP que, segundo ele, injetariam dinheiro na
economia. Bianco mencionou a simplificação do microcrédito, com a retirada da
exigência de visitas presenciais e a possibilidade de que fintechs
(instituições financeiras tecnológicas) entrem nesse segmento. Nas estimativas
dele, até 10 milhões de novos contratos de microcrédito poderiam ser fechados,
resultando na liberação de R$ 40 bilhões de crédito para a economia com juros
baixos.
Outra flexibilização que, segundo Bianco, injetaria dinheiro é o fim da
exigência de que as empresas depositem em juízo o valor de ações judiciais nas
quais recorrem. Somente se elas perderem, precisarão transferir o dinheiro. De
acordo com o secretário, essa medida libera R$ 30 bilhões na economia.



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