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Secretário faz apelo para Senado aprovar MP da carteira verde-amarela

18/04/2020 10h36 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Secretário faz apelo para Senado aprovar MP da carteira verde-amarela Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Segundo Bruno Bianco, medida ajudará a retomar empregos após crise

Tirada de pauta da sessão desta última sexta-feira (17) do Senado, a Medida Provisória (MP) 905, que introduz a carteira verde e amarelo, é importante para a retomada dos empregos após a crise econômica provocada pelo novo coronavírus, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco. Segundo ele, a equipe econômica está disposta a negociar com os senadores para que o texto seja votado na segunda-feira (20), quando perde a validade.
O secretário fez um apelo para que o senado aprove a MP no início da próxima semana. “Tenho a convicção que, assim como a Câmara se esforçou muito e ficou até tarde da noite para votar, o Senado também o fará. Deixo aqui esse apelo no sentido de dizer o quão fundamental para o Brasil é uma medida que trata do emprego e possibilita que jovens e pessoas com mais de 55 anos tenham empregos facilitados numa retomada da economia”, disse Bianco em entrevista coletiva para fazer um balanço das ações tomadas pela equipe econômica no combate à crise provocada pela pandemia de covid-19.
Na avaliação de Bianco, a flexibilização da legislação trabalhista para a contratação de jovens e de empregados com mais de 55 anos será essencial para a preservação dos empregos e para a recuperação do mercado de trabalho depois que a crise acabar. “Por uma grande coincidência, estamos diante do momento em que buscamos a preservação de empregos e temos, nas nossas mãos, uma MP que preserva empregos e possibilitará uma retomada fundamental e rápida especialmente para as pessoas que mais sofrem em momentos de crise”, disse.
Fintechs
O secretário citou outros pontos da MP que, segundo ele, injetariam dinheiro na economia. Bianco mencionou a simplificação do microcrédito, com a retirada da exigência de visitas presenciais e a possibilidade de que fintechs (instituições financeiras tecnológicas) entrem nesse segmento. Nas estimativas dele, até 10 milhões de novos contratos de microcrédito poderiam ser fechados, resultando na liberação de R$ 40 bilhões de crédito para a economia com juros baixos.
Outra flexibilização que, segundo Bianco, injetaria dinheiro é o fim da exigência de que as empresas depositem em juízo o valor de ações judiciais nas quais recorrem. Somente se elas perderem, precisarão transferir o dinheiro. De acordo com o secretário, essa medida libera R$ 30 bilhões na economia.

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