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São Carlos abre 2.576 novos empregos em 2021

Caged aponta reação positiva nos segmentos de Serviço e Comércio; Indústria lidera contratação de mão de obra no município

06/07/2021 05h44 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
São Carlos abre 2.576 novos empregos em 2021 Fotos: Hever Costa Lima e Divulgação

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia mostrou que os cinco primeiros meses do ano trouxeram saldo positivo no número de carteiras assinadas em São Carlos (SP) com 2.576 vagas abertas. Só em maio foram 490 novos contratos no formato da lei trabalhista CLT.

O índice mostra um desempenho significativo do setor de Serviços com 249 novos trabalhadores. O Comércio reagiu de forma positiva com 120 novas carteiras assinadas. Quando comparado ao índice registrado em abril, esses dois setores apresentaram reação considerável, já que lá estavam negativos.

No acumulado do ano o Comércio, diante das restrições sociais e de funcionamento impostas pela pandemia do novo coronavírus, trouxe em seus números o impacto negativo do momento. O saldo é positivo (64 vagas) contudo, reduzido. O segmento em São Carlos vem sofrendo impacto desde 2020 com as perdas de novos postos de emprego. No ano passado, nos meses de janeiro a maio a situação era mais crítica com 11.531 demissões e um saldo negativo de 1.708 postos de trabalho fechados.

No período dos cinco primeiros meses do ano foram 14.315 admissões contra 11.739 demissões, o que gerou saldo positivo. A Indústria ainda se mantém na liderança de contratação com 1.200 contratos, seguida por Serviços na segunda posição com 969 novas carteiras assinadas e a Construção Civil com 340. Na sequência a agropecuária se apresenta mais tímida ainda com três vagas.

O presidente do Sindicato Rural de São Carlos e Região, Olinto Petrilli, explicou o baixo desempenho do segmento na cidade. Segundo ele, 99% das mais de 500 propriedades agrícolas da cidade estão arrendadas para o cultivo de cana-de-açúcar, um cultivo altamente automatizado que não gera demanda de mão de obra. Petrilli reforçou ainda que as contratações, quando ocorrem, constam nos números da Indústria, pois são as usinas de álcool e açúcar que geram estas vagas.

O índice do Caged mostrou uma baixa no número de contratos temporários com 1.462 vagas abertas no início do ano, porém 1.295 já se encerraram, deixando o saldo mesmo que positivo, muito baixo com 167 postos ativos. Esses números refletem, por exemplo, a situação da Faber-Castell, empresa de lápis e canetas, com unidade em São Carlos, que por conta da expansão do mercado norte-americano, e uma boa exportação, contratou 280 pessoas em caráter temporário em fevereiro para suprir as 62 pessoas que estavam afastadas com licença remunerada, por ser de grupo de risco e que não podem trabalhar durante a pandemia de coronavírus.

Porém, com o avanço da vacinação, os postos efetivos estão sendo reassumidos, como explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (que abrange a produção de lápis e canetas), de São Carlos e Região, Flávio José de Barros Moraes. “O contrato temporário foi de quatro meses, todos estão sendo finalizados em julho”.

O secretário do Trabalho, Emprego e Renda de São Carlos (SP), Orlando Mengatti Filho, o Nino, analisa como positivos os números do Caged diante da crise financeira promovida em decorrência da pandemia do novo coronavírus. “O que reflete esses números são: o crescimento do trabalho formal, com todos os direitos trabalhistas como fundo de garantia e aposentadoria; outro ponto importante vem sendo registrado na Casa do Trabalhador com pelo menos 50% a mais na oferta de vagas”.

COMÉRCIO – O economista Elton Casagrande, colaborador do Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), disse que os números do Comércio mostram a capacidade de ajuste das empresas que estão se adaptando ao molde pós-pandemia. Segundo ele, as empresas foram encerradas e reabertas com outras estruturas, seja fiscal ou física, privilegiando o comércio virtual. “As empresas mantiveram o contrato e o registro junto aos órgãos fiscais, mas criaram outras formas de comercializar na tentativa de ajustamento das atividades”.

Na análise de Casagrande, isso justifica o volume de emprego criado na cidade nos últimos dez meses. “Ao comparar o estoque de empregos [número de pessoas contratadas no setor] que o Caged trouxe, percebe-se que em 2020 o Comércio tinha cerca de 15 mil funcionários; em 2021, no mesmo período, já estamos com 16 mil”.

O economista disse ainda que a economia formal que utiliza plataformas eletrônicas da rede social está com vantagem em relação ao segmento informal. O desempenho favorável se dá pelo viés do investimento na tecnologia, conhecimento técnico de comunicação e interação. “A concorrência com o setor informal diminuiu com as imposições do período da pandemia”, explicou, ao realçar que quem era informal com seu comércio ambulante não conseguiu se manter ativo, ao contrário do segmento estabelecido e fixado no bairro ou no Centro, que já contou com as regras de funcionamento.

Araraquara gera 1.569 postos de trabalho

O acumulado do ano de Araraquara (SP) é mais tímido com saldo positivo de 1.569 novos contratos dentro da formalização via CLT, com os segmentos da Indústria (820), Comércio (508) e Indústria (377) liderando as carteiras assinadas. Em maio foram apenas 122 vagas criadas na cidade. Porém, o Comércio é o segmento que mais gerou empregos.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA), José Janone Junior, afirmou que se pode traçar uma relação direta dos dados do Caged de Araraquara, em suas evoluções e retrações, com as medidas restritivas adotadas pelo Estado e município para tentar conter a pandemia de Covid-19.

“Os setores que mais perderam postos de trabalho foram os considerados não essenciais, que também são os que mais empregam no município”.

Segundo Janone, observa-se que no período de lockdown do município em março de 2021, aconteceram muitas demissões e no mês seguinte aconteceram algumas contratações. “O mesmo podemos esperar para a próxima leitura referente aos meses de junho e julho de 2021”.

Para o empresário, o amplo funcionamento da atividade econômica assegura grande parte dos postos de trabalho, juntamente com a estabilidade da economia e investimentos. “No momento todos esses fatores variáveis estão comprometidos devido à pandemia de Covid-19 e suas consequências na área de saúde e na área da política”.

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