13 de Maio de 2026

Dólar

Euro

Economia

Jornal Primeira Página > Notícias > Economia > Quase 2 mil são demitidos na cidade

Quase 2 mil são demitidos na cidade

28/05/2020 05h57 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Quase 2 mil são demitidos na cidade

Novo Caged mostra efeito devastador da Covid-19 sobre os empregos do município nos meses de março e abril quando a crise chegou à cidade

Os meses de março e abril, marcados pela chegada ao Brasil do novo coronavírus e das consequentes crises sanitária e econômica, foram marcados pela eliminação de 1.768 postos de trabalho formais no município de São Carlos. Os dados são do novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na manhã de ontem pelo Ministério da Fazenda. A divulgação do CAGED de ontem foi o primeiro do segundo ano de governo do presidente Jair Bolsonaro.
Os dados mostram que entre janeiro e abril de 2020, São Carlos registrou um total de 8.438 admissões de trabalhadores e a demissão de outros, o que dá um saldo negativo de 924 postos de trabalho. Para se ter uma ideia da crise, basta citarmos que nos meses de janeiro e fevereiro o saldo de empregos havia sido favorável, com 844 vagas geradas.
REPERCUSSÃO – O presidente do Sincomercio, Paulo Gullo, afirma que mesmo com o retorno do funcionamento do comércio a partir de hoje, com protocolos e regras a crise é muito grave. “Torcemos para que a situação econômica melhore, mas, ao mesmo tempo, tememos um
desemprego muito grande”, ressalta ele.
Bem mais pessimista é o empresário Ubiraci Moreno Pires Corrêa. Ele aposta que somente o setor industrial de São Carlos demita, nos próximos meses cerca de 8.000 trabalhadores. “É uma briga política entre o governador João Dória e o presidente Jair Bolsonaro que está custando muito caro para a economia paulista”, lamenta ele.
Para o economista Elton Casagrande, diante da crise, estados e federação devem cortar gastos não essenciais e destinar este dinheiro para folhas de pagamento e pagamentos de serviços que envolvam pessoas. Ele lamenta que em São Carlos a situação de mais de 100 comerciantes é ainda pior, uma vez eu foram vítimas de severos prejuízos no início do ano que foram causados por duas das piores enchentes da história da cidade. Alguns comerciantes perderam todos os produtos. Muitos se refizeram, mas alguns encerraram as atividades. 
Os problemas das enchentes revelaram a falta de investimentos em infraestrutura, revelando falhas de planejamento de décadas. A epidemia veio na sequência, sem dar um tempo para os empreendedores tomarem um fôlego. O efeito sobre o capital de giro é enorme. Por isso, a dimensão dos governos municipal, estadual e federal em manter renda e gastos é fundamental”. Enfatiza Casagrande.
CIDADES DA REGIÃO – Em outras cidades do mesmo porte de São Carlos a crise também está causando fortes impactos no emprego. Em Rio Claro houve, durante março e abril, saldo negativo de 1.312 empregos. Durante os quatro meses houve saldo positivo de 10 vagas.
Araraquara havia gerado 973 empregos no primeiro bimestres. Mas, no segundo bimestre, quando a crise chegou houve  a eliminação de 2.261 trabalhos formais. O saldo do quadrimestre é negativo em 1.288 empregos.
Porto Ferreira registrou o corte de 531 vagas em março e abril. No mesmo período, Pirassununga fechou 145 vagas. Em Itirapina, a chegada da crise ceifou 97 postos de trabalho. A mesma onda do novo coronavírus cortou 22 empregos em Ibaté. Ribeirão Bonito, durante o primeiro bimestre de 2020 gerou 96 vagas. Dourado fechou 9 vagas no segundo bimestre. Enquanto isso, Descalvado abriu 228 vagas e Santa Rita do Passa Quatro cortou 1.469 postos de trabalho nos dois primeiros meses do ano.

Recomendamos para você

Comentários

Deixe um comentário

plugins premium WordPress