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Produção diversificada de hortaliças garante renda

Em 2019, foram produzidos 19 milhões de engradados com 9 dúzias de alface cada

28/10/2020 09h52 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Produção diversificada de hortaliças garante renda Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de hortaliças é altamente diversificado. Raízes, caules, folhas, flores, frutos e sementes que fazem parte do cardápio dos consumidores paulistas são cultivados em mais de 42 mil Unidades de Produção Agropecuária em todo o estado de São Paulo e representam cerca de 20% da produção nacional. São Paulo é também o principal mercado consumidor e absorve 22% do que é produzido. Os principais produtos são a batata, tomate, melancia, alface, cebola e cenoura.

De acordo com informações do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, em 2019, foram produzidos 19 milhões de engradados com 9 dúzias de alface cada; três milhões de caixas de 25 kg de cenouras cada; 8,3 milhões de sacas de 50 kg de batata de inverno cada; e 81 mil toneladas de cebola de muda, entre algumas das principais hortaliças consumidas.

Como o ciclo das plantas é geralmente curto, o olericultor pode plantar diversas culturas em uma mesma área, com a vantagem de produzir o ano todo, tendo uma fonte de renda estável, independentemente da estação climática.

Consumo

De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de frutas e hortaliças está crescendo no país: a inclusão de cinco porções do alimento por dia em, pelo menos, cinco dias da semana subiu de 20% em 2018 para 22,9% em 2019. Para atender melhor o consumidor, a Secretaria, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), realiza constantes pesquisas para melhorar a qualidade da produção.

Uma delas é a alface com quantidade de zinco até 16 vezes maior nas folhas, resultado de uma pesquisa desenvolvida no Instituto Agronômico (IAC). A biofortificação desse alimento foi obtida a partir de aplicações de doses crescentes de sulfato de zinco no solo, até o limite que não impacte a qualidade, a produtividade da planta e o ambiente. Ao ingerir 50 gramas ou seis a sete folhas dessa alface biofortificada, a pessoa suprirá cerca de 25% da recomendação diária desse importante reforço do sistema imunológico humano (leia mais aqui).

Outra pesquisa da APTA analisa o uso de telas de sombreamento para a produção de hortaliças folhosas no Verão. O estudo está sendo realizado na cidade de Presidente Prudente, uma região quente do estado de São Paulo, onde os pesquisadores analisam a produção de alface, agrião e cebolinha, três das hortaliças mais consumidas pelos brasileiros.

No agrião, por exemplo, as telas de sombreamento aumentaram em cerca de 60% a massa fresca da planta, em relação ao cultivo em pleno sol.  A alface teve melhora na qualidade, com folhas maiores e mais macias, características apreciadas pelos consumidores.

“As plantas de alface cultivadas sob as telas de sombreamento apresentaram folhas maiores e mais macias. Esse resultado é atribuído ao aumento da área foliar para otimizar a captação da luz. As plantas cultivadas sob intensa radiação solar [pleno sol] apresentaram folhas mais espessas e menores, mecanismo de proteção e redução da transpiração”, diz a pesquisadora Andréia Cristina Silva Hirata. A cebolinha apresentou efeitos não tão promissores e, dependendo das condições climáticas do verão, as telas de sombreamento podem trazer resultado negativo para a cultura.

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