Pix: nova funcionalidade visa facilitar cobranças e transferências bancárias
Serviço chega oficialmente amanhã (16) e permitirá transações financeiras em seis segundos, 24h, nos sete dias da semana

O Pix, que chega nesta segunda-feira (16), o Banco Central tem anunciado novas funcionalidades para popularizar seu uso. Entre as principais está o Pix Cobrança, serviço que permitirá a lojistas, prestadores de serviço e demais empreendedores emitam um QR Code para a realização de pagamentos imediatos, tanto em pontos de venda quanto em comércios eletrônicos. Com o Pix Cobrança, além de definir o valor, será possível configurar uma data futura de vencimento do pagamento, juros, descontos e multas, opções similares à emissão de boletos.
“Os outros meios de pagamento continuarão a existir, como DOC, TED, boletos e cheques, mas há um entendimento de que o Pix poderá substituir determinados comportamentos financeiros conforme a popularização do seu uso”, explica o economista Gaio Morais.
Morais afirma que o Pix é uma revolução no mercado de transferências bancárias. “O primeiro ponto de destaque é a redução no tempo de transferência, que gira em torno de seis segundos. Além disso, as transferências podem ser realizadas em qualquer horário do dia”, ressalta.
De acordo com ele, a facilidade também chama atenção, pois os dados necessários para fazer as transferências são simples, bastando um CPF, telefone, e-mail ou um código, para realizar uma transação, o que torna mais ágil o processo.
A nova modalidade de pagamento poderá ser usada para outros tipos de transação, como pagamento contas de água e luz e até a quitação de taxas públicas, como a de passaportes ou impostos.
Outro ponto importante é o custo zero para pessoas físicas, explica o economista. “Além do custo zero para transferência entre pessoas físicas que dinamiza os meios de pagamento, incentivando esse tipo de negociação digital e a inclusão de mais pessoas nesse mercado”, finaliza Morais.
FGTS: outra possibilidade de uso do Pix
Os empregadores poderão recolher o FGTS com o Pix, em resolução divulgada na última sexta-feira (13) pelo Banco Central (BC). O BC explica em nota que a modalidade de conta é prevista na lei que instituiu o Pix, mas ela não se enquadrava no regulamento. “Com a mudança, os empregadores passarão a ter o Pix como opção para o recolhimento das contribuições ao FGTS. A previsão é que essa facilidade esteja em operação a partir de janeiro de 2021, com o lançamento do FGTS Digital”, diz a nota
Para o BC, a integração das contas do FGTS ao Pix deverá trazer diversos benefícios ao Fundo, que ganhará “agilidade no recebimento de recursos, maior facilidade de conciliação e maior número de instituições aptas a receber esses recolhimentos”.
Na fase restrita Pix movimenta R$ 325 milhões
O Pix já movimentou um valor significativo em sua fase restrita, também conhecida como soft opening. Entre 3 e 12 de novembro, o sistema de pagamentos instantâneos registrou 826 mil transações, que totalizaram R$ 325 milhões. O valor médio das transferências, portanto, é de pouco mais de R$ 393.
A informação foi divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com base em dados do Banco Central. Até o momento, foram cadastradas 69,5 milhões de chaves Pix, sendo 66,6 milhões de pessoas físicas. Vale lembrar que, como cada pessoa ou empresa pode cadastrar mais de uma chave, o número é maior do que o total de usuários. O BC indica ainda que o CPF foi o tipo de chave mais usado, cadastrado 25,4 milhões vezes.
Como funciona o cadastro e vantagens
Para fazer o cadastro, tanto pessoas físicas, como jurídicas, precisam ter uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) em um prestador de serviços financeiros, como um banco, uma fintech ou uma plataforma de pagamentos.
O registro vai acontecer nos próprios canais do banco no qual o usuário tem conta, como o internet banking ou o aplicativo. O cliente deverá informar à sua instituição financeira qual chave Pix vai querer usar para fazer seu cadastro.
Ao definir a chave e dar o consentimento para fazer o cadastro, a instituição financeira envia a informação do cliente para o BC finalizar o cadastro em seu sistema. Assim, bancos, fintechs e outras instituições financeiras serão intermediadores entre o BC e o consumidor final.
Para fazer o cadastro da chave e passar a usar o Pix, basta procurar pela seção “Pix” dentro do app ou internet banking do seu banco. Todas as instituições financeiras participantes são obrigadas, pelo regulamento do BC, a mostrar a nova opção no menu de suas plataformas.
Mas, desde o início do cadastro, no dia 5 de outubro, a grande maioria das instituições também está mandando notificações para lembrar os usuários de efetuar o cadastro.
Vantagens
Segundo o BC, o Pix promete aumentar a velocidade dos pagamentos e das transferências; tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; e deve baixar o custo das transações, uma vez que é praticamente 100% gratuito para pessoas físicas e deve ter tarifas menores para empresas.
As outras vantagens seriam: aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; e promover a inclusão financeira de pessoas desbancarizadas – já que não é preciso ter uma conta em banco para usar o sistema, de acordo com o BC.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.