Para Alckmin, baixar juro é muito importante para atrair investimento e crescimento
Geraldo Alckmin se reuniu com representantes da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação

Eduardo Gayer/AE
Em meio à pressão do PT sobre o Banco Central para a redução da taxa Selic, hoje em 13,75%, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da ala moderada do governo, afirmou nesta quarta-feira, 15, que reduzir os juros no País é “muito importante” para atrair investimentos e fazer a economia crescer.
“O Brasil, que estava isolado, passa a ser um protagonista importantíssimo na economia mundial. América Latina, Estados Unidos, China, União Europeia, África. Nós temos 2% do PIB do mundo, 98% do comércio está fora do Brasil. Temos que aproveitar todas as oportunidades para gerar emprego, para fazer crescer a economia e baixar os juros. Isso é muito importante para poder atrair mais investimentos e a economia crescer mais”, afirmou Alckmin no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
A declaração foi feita à imprensa após reunião preparatória para a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, marcada para março. Alckmin se reuniu com representantes da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).
“A China é o maior parceiro comercial do Brasil, 150 bilhões de dólares e pretendemos fazer crescer ainda mais”, afirmou o vice-presidente. “A meta é atrair mais investimentos”, acrescentou, sobre a relação bilateral sino-americana.
Alckmin declarou ainda que não tem informações sobre a intenção do governo federal de indicar a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a presidência do Banco dos Brics, conforme revelado pela Folha de S. Paulo.
FIESP
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) publicou nota em que pede para o Supremo Tribunal Federal (STF) rever o entendimento sobre a anulação de sentenças definitivas – ou seja, transitadas em julgado – em casos tributários. Na última semana, a Corte deliberou por unanimidade que decisões que autorizaram contribuintes a não pagar tributos perdem eficácia se o Supremo se pronunciar, tempos depois, em sentido contrário.
A Fiesp, apesar de manifestar respeito ao Judiciário e suas decisões, expressou em nota a sua “inquietação quanto ao julgamento”. Em prol da segurança jurídica, da solvência das empresas e da construção de um ambiente de negócios saudável, a entidade patronal espera que, no momento oportuno, a Corte reveja o entendimento.
A avaliação é de que a decisão prejudica a previsibilidade jurídica, não contribuindo, assim, à retomada da atividade econômica, dos empregos e da renda, com prejuízos também à arrecadação. “A irretroatividade tributária é garantia fundamental da Constituição brasileira e a Fiesp confia que o STF saberá conduzir sua correta aplicação”, assinalou a federação.



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