OCDE prevê estagnação no Brasil nos próximos 40 anos
Crescimento do PIB potencial do Brasil deve ficar em 1,1% ao ano na década de 2020 a 2030 e em 1,4% entre os anos de 2030 e 2060

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) estima que o padrão de vida dos brasileiros ficará estagnado pelos próximos 40 anos. “De 2030 a 2060, deverá haver uma queda de 0,2% na fatia da população ativa no mercado de trabalho do Brasil. O potencial da taxa de ocupação no Brasil também deve cair 0,1% no mesmo período”.
O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) potencial do Brasil deve ficar em 1,1% ao ano na década de 2020 a 2030, e em 1,4% entre os anos de 2030 e 2060.
Segundo o relatório, em grandes economias emergentes, como o Brasil, uma produtividade relativamente fraca leva a um processo muito mais lento de convergência aos padrões de vida dos Estados Unidos. Para tentar reduzir esse impacto, a organização considera a importância de mudanças estruturais nos sistemas de previdência e no mercado de trabalho.
ECONOMIAS EUROPEIAS – O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agregado dos países europeus desenvolvidos em 2021, de 4,9% a 5,2%. Já a estimativa para os emergentes da região subiu 1,1 ponto porcentual, a 6%.
Para 2022, a expectativa do Fundo é de que a recuperação se consolide, com expansão de 4,4% das economias avançadas e de 3,6% das menos ricas. Os números constam em relatório periódico divulgado nesta quarta-feira pelo FMI.
No documento, a instituição recomenda que a Europa exerça “cautela” no processo de retirada de estímulos fiscais.
Também sugere que o países europeus mantenham o atual nível de acomodação monetária enquanto reposiciona os gastos dos governos “No entanto, em algumas economias europeias emergentes onde a atividade está forte e as expectativas de inflação estão subindo, uma redução gradual de acomodação monetária é garantida”, aconselha.
Apesar do otimismo quanto à atividade, a entidade caracteriza como “incerto” o quadro geral da economia, uma vez que ainda há risco de novas ondas de covid-19.
Para o FMI, no médio prazo, os europeus devem considerar políticas temporárias de investimentos, como apoio ao mercado de trabalho.



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