Municípios esperam ajuste no plano de socorro na Câmara, com votação até terça-feira

O presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, afirmou, em entrevista à
Globonews neste último domingo (03), que os municípios estão contestando a
distribuição da transferência direta de R$ 50 bilhões do governo federal para
Estados e municípios, conforme o texto aprovado no Senado. A divisão desse
montante, que vai ser repassado para compensar as perdas com ICMS e ISS e pode
ser usado livremente, no último momento foi modificada de 50% para 60% para
Estados e 40% para municípios.
Aroldi disse que o CNM já conversou com alguns
deputados e que vai tentar falar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para
conseguir algum ajuste no texto. Como houve modificações no Senado, o projeta
volta para a Câmara.
“Espero que a gente possa chegar a um
acordo o mais rápido possível para que esses recursos possam chegar aos Estados
e municípios brasileiros na primeira quinzena de maio. Tenho expectativa que a
gente possa continuar conversando hoje e amanhã e que o presidente Rodrigo Maia
faça esse esforço também para que a gente possa ter os ajustes necessários
construídos e votados até terça-feira (05).”
O presidente do CNM argumentou que as projeções
de arrecadação até o fim do ano, considerando o IPVA e o IPTU também, além do
ICMS e do ISS, apontam para uma perda de R$ 137 bilhões, sendo que 46% desse
montante seria referente a municípios. Por isso, defende, a distribuição do
repasse de R$ 50 bilhões do governo federal deveria ser equânime.
Além disso, Aroldi disse que os Estados serão
mais beneficiados com a suspensão do pagamento das dívidas com a União, já que
a fatura dos Estados é de R$ 48 bilhões, enquanto a dos municípios é de R$ 12
bilhões. “Compreendo a dificuldade que os Estados estão vivendo nesse
momento, mas não são diferentes as situações dos municípios.”
Aroldi também argumentou que outro ajuste
necessário no texto que saiu do Senado é sobre a dívida previdenciária dos municípios,
em que a redação não está adequada, segundo ele.



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