Mercado financeiro reduz estimativa de inflação este ano para 3,40%

As
instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC)
reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para
o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a
inflação oficial do país – caiu de 3,47% para 3,40%. A
informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que
traz as projeções de instituições para os principais indicadores
econômicos.
Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em
3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve
alterações: 3,50% em 2022 e 2023.
A projeção para 2020 está
abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo
BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em
2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima
ou para baixo.
Selic
Para
alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal
instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,5% ao
ano pelo Comitê
de Política Monetária (Copom).
Nesta semana, o grupo faz a primeira reunião do ano para definir a
Selic.
De acordo com o boletim do Banco Central, a expectativa
do mercado é que a Selic caia para 4,25% ao ano até o fim de 2020.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique
mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o
controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Quando
o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a
demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a
manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações
anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.
Para
2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6%. Para 2022 e
2023, as instituições estimam que a Selic termine os períodos em
6,5% ao ano.
Atividade
econômica
A
projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma
de todos os bens e serviços produzidos no país – variou de 2,31%
para 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras
para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 também continuam em
2,50%.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do
dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,05 para 2021.



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