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Locação de vídeo cresce com proibição de site pirata

13/02/2012 10h38 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
Locação de vídeo cresce com proibição de site pirata

Donos de locadoras de DVD de São Carlos registram aumento de 20% no aluguel de títulos movido pela dificuldade de se fazer downloads de filmes piratas com o fim do Megaupload, servidor que permitia tráfego de arquivos de maior extensão de uma só vez.

Estabelecimentos de bairro como a Rapa Vídeo, da comerciante Luiza Godoi, atribuem um crescimento três vezes maior nas duas últimas semanas por conta da proibição dos arquivos clandestinos. “Nos finais de semana o número de clientes mais que dobrou. E o comentário na loja é que não se conseguem os lançamentos pela internet”, afirmou.

O fato é analisado pelo professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Hélio Crestana Guardia. Para ele, outros sites podem realizar o mesmo serviço antes prestado pelo Megaupload, uma vez que há países que não têm restrições legais para impedir a troca de arquivos. As pessoas ainda não descobriram tais servidores.

“Além disso, não é tão simples fechar um site judicialmente por conta do conteúdo que este armazena. Esses sites podem alegar que seus serviços são apenas de armazenamento, cabendo aos usuários as responsabilidades sobre os arquivos que ali estão”, explica Crestana Guardia.

O momento oportuno para os empreendedores do setor de locação de vídeo coincide com o período final das férias. Historicamente, relata a dona da loja Vanessa Nascimento, do 100% Vídeo, da São Sebastião, esse período é de alta nas locações por conta das crianças dentro de casa.

“Não posso afirmar que o bloqueio de um site possa afetar diretamente no meu volume de locação. Pelo menos até agora não trouxe para a minha loja um número significativo que possa surpreender o faturamento”, relatou.

Para Silvio Martins, da Vídeo 21, o crescimento no número de locação esbarrou em 10%. “O número parece pequeno, mas para o setor é bastante significativo. Identifico que no segmento de minisséries a demanda de locação foi onde mais cresceu”, relatou.

Quanto às alternativas para se adquirir títulos de filmes burlando a lei do direito autoral, o professor da UFSCar lembra que serviços como as redes peer-to-peer (ponto-a-ponto ou p2p) permitem trocas de arquivos diretamente entre os usuários.

“Nessas redes, o usuário ativa o serviço em seu computador, o programa p2p busca um servidor e descobre quais são os outros usuários conectados naquele momento”, afirmou Crestana Guardia.

Ele explicou que os servidores podem ainda informar quais são os arquivos que os usuários estão compartilhando, permitindo que o usuário faça a busca do que deseja copiar.

“Do ponto de vista dos usuários nesse tipo de rede p2p, vale o ditado é dando que se recebe. Ou seja, os programas forçam o usuário a compartilhar algo com os demais para conseguir copiar algo também. Assim, forma-se um ciclo que tende a aumentar a quantidade de arquivos disponíveis nas redes p2p”, declarou.

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