Inflação de 2022 passa a ter peso maior para Banco Central
Fábio Kanczuk também vê como positivo o aumento de volatilidade do Investimento Direto no País

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, sinalizou que, a partir do 1º trimestre de 2021, o peso do ano de 2022 para as decisões de política monetária passa a ser maior para o BC.
Questionado a respeito da mudança de pesos relativos dos anos no horizonte relevante para o BC, ele afirmou que isso “pode ser obtido nos comunicados de 2020, onde em fevereiro houve um pouco de mudança com relação ao que se praticava”.
“Não vai haver alteração nenhuma nisso. No primeiro trimestre do próximo ano o peso de 22 começa a ser maior que o peso de 21, no segundo trimestre do próximo ano o foco é na inflação de 22 e assim por diante”, completou ele, em coletiva de imprensa.
CÂMBIO – Kanczuk vê como positivo o aumento de volatilidade do Investimento Direto no País (IDP), após o BC ter ajustado para baixo sua perspectiva de ingresso no Brasil de investimentos estrangeiros este ano para 36 bilhões de dólares este ano, contra 50 bilhões de dólares antes.
Kanczuk disse que havia certa estranheza com o fato de o IDP se manter estável, já que ele tem um papel importante ligado à produtividade e com alinhamento de incentivos a reformas para o país crescer.
Segundo o diretor, o Brasil deve ser “receptor de IDP muito maior” no próximo ano. A expectativa do BC é de ingresso de 60 bilhões de dólares no ano que vem, também abaixo da perspectiva anterior de 65,2 bilhões de dólares traçada em setembro.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.