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Indústria e Construção têm desempenho fraco em junho

Dados do governo federal mostram que no semestre saldo de empregos foi positivo em São Carlos

02/08/2021 08h12 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Indústria e Construção têm desempenho fraco em junho Foto: Agência Brasil
Reportagem: Hever Costa Lima

O setor da Indústria recuou em julho e apresentou saldo negativo na contratação de mão de obra, no mesmo caminho o segmento da Construção Civil pontuou negativamente, como mostraram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério da Economia.  Com isso, foram gerados 349 novos contratos de trabalho no mês passado em São Carlos (SP).

O Comércio com 179 e o setor de Serviços com 206 novos postos foram os que mais contrataram na cidade. A Agropecuária agregou 29 pessoas.

No semestre o saldo de contratação mostra uma reação da economia com 2.949 novas carteiras assinadas dentro da legislação trabalhista. No panorama de 2021, Indústria e Serviços são os que mais geram empregos na cidade, sendo responsáveis por 2.338 contratações.

A pesquisa mensal aponta que em São Carlos o segmento de Serviços é o que mais emprega na cidade com o estoque de 36.530 contratados, seguido pela Indústria (18,5 mil) e Comércio (16 mil) pessoas formalizadas.

A Indústria da Construção Civil tem sofrido impacto negativo e gerou no semestre perto de 300 empregos. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, os preços do material de construção subiram 19,60% nos últimos 12 meses.

De acordo com a entidade, alguns insumos tiveram aumentos acima de 50% e trata-se da maior alta registrada dentro do Plano Real. Entre os insumos que mais têm pressionado as empresas, destacam-se aço, cimento, PVC, cabeamentos de cobre e blocos de cerâmica.

Pelo Caged, em São Carlos, são cerca de 3 mil pessoas formalizadas no segmento da Construção Civil. Porém o quadro é melhor que os seis primeiros meses do ano passado em que havia 2,5 mil empregados no setor.

DESEMPREGO – O panorama traçado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra um cenário não muito favorável para a economia brasileira: a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio. Em um ano, aumentou em 2 milhões o número de desempregados no país.

De acordo com o IBGE, esta foi a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012 quando o instituto começou a fazer esse tipo de pesquisa. A taxa recorde, de 14,7%, foi registrada no trimestre anterior, fechado em março. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

Pela pesquisa do Pnad, as faixas etárias de 25 a 39 anos e de 40 a 59 anos são as mais afetadas pelo desemprego. As mulheres correspondem a 54,5% e os homens a 45,5% desse grupo sem trabalho.

Os dados mostram que há um volume de pessoas ingressas na informalidade. Com isso, o número de trabalhadores sem carteira aumentou em 586 mil em um ano. Em um ano, aumentou em 2,6 milhões o número de trabalhadores subutilizados, traz os dados do Pnad.

A população ocupada (86,7 milhões de pessoas) cresceu 0,9% (mais 809 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e ficou estável quando comparamos o mesmo período de 2020.

A pesquisa também mostrou que o número de trabalhadores ocupados no mercado aumentou em 772 mil em um ano; e que o trabalho por conta própria foi a única categoria que cresceu com quase 2 milhões de pessoas.

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