Indicador Antecedente de Emprego medido pela FGV cai 0,3 ponto em fevereiro

O Indicador Antecedente de
Emprego (IAEmp) caiu 0,3 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, para 92,0
pontos, interrompendo uma sequência de três meses de avanços, informou a
Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador
avançou 1,2 ponto.
“Depois de três altas consecutivas, o IAEmp
acomodou em nível acima dos 90 pontos. O resultado mostra que apesar da
trajetória positiva do mercado de trabalho nos últimos meses, a ligeira queda
pode sugerir cautela com a continuidade da recuperação considerando o cenário
de alta incerteza econômica”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do
Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu
0,6 ponto em fevereiro ante janeiro, para 91,9 pontos, o terceiro mês seguido
de recuo. Em médias móveis trimestrais, o indicador diminuiu 1,4 ponto.
“A terceira queda consecutiva do ICD sugere
continuidade da queda da taxa de desemprego no início de 2020. O indicador se
aproxima dos níveis do início da última recessão, mas se encontra em patamar
elevado, mostrando que ainda há um longo caminho de recuperação”,
completou Rodolpho Tobler.
O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da
taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Já o
IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto maior o patamar,
mais satisfatório o resultado.
O ICD é construído a partir dos dados
desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do
Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado
de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das
Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O
objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.
No IAEmp, quatro dos sete componentes
contribuíram para o recuo de fevereiro, com destaque para a queda de 4,6 pontos
do item que mede o grau de otimismo em relação ao emprego para consumidores nos
próximos seis meses. Também houve piora nos componentes sobre a Tendência dos
Negócios (-2,6 pontos) e Emprego Previsto (-2,2 pontos) no setor de Serviços.
No ICD, a redução de fevereiro foi influenciada
por duas das quatro classes de renda familiar. A maior contribuição foi da
faixa mais rica, com renda superior a R$ 9.600.00 mensais, seguido pela classe
familiar com renda entre R$ 2.100.00 e R$ 4 800.00 mensais.



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