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Guerra pode prejudicar empresas exportadoras de São Carlos

Para especialista, Brasil perde grande oportunidade de debater, no processo eleitoral, projetos para  retomar desenvolvimento industrial

08/10/2022 23h53 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Guerra pode prejudicar empresas exportadoras de São Carlos Divulgação

A Guerra da Ucrânia, que está causando escassez de energia em vários países da Europa, principalmente na Alemanha , pode atingir em cheio as várias empresas exportadoras de São Carlos, como Tecumseh, Electrolux, Faber Castell, Volkswagen e várias outras.  A tendência é de recessão nos países da União Europeia, o que pode gerar uma crise nos principais pontos do capitalismo, como Estados Unidos e outros.

“Se vier por aí um processo de recessão na Europa, é um continente com mais de 80 parceiros no mundo todo, pode atingir os Estados Unidos e os setores que exportam vão passar por dificuldades”, afirma o economista Paulo Cereda. “Seria importante buscarmos o mercado interno. Mas não vejo clareza nas propostas de nenhum dos candidatos que participam das eleições atuais”, lamenta.

Cereda explica que o setor industrial de São Carlos acompanha o que ocorre com o setor fabril do Brasil como um todo. “O momento é de problemas na cadeira global de abastecimento, principalmente no que diz respeito ao setor automotivo. O mundo todo e São Carlos dentro do contexto com multinacionais, também é atingido. Se a globalização traz vantagens de custos. A dependência também é um problema e este tema está em discussão. A Europa sofre com desabastecimento de energia devido à Guerra da Ucrânia. Podemos ter vantagem de custos de dos fornecedores, mas também podemos ter uma dependência que causa sérios problemas econômicos em certos momentos”, ressalta.

Com relação às eleições gerais deste ano, com segundo turno para presidente da República entre Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) e mais disputas de segundo turno em alguns Estados , Cereda é cético.  Ele afirma que não vê clareza de propostas de nenhum candidato para resolver os problemas da indústria brasileira, como projetos de infraestrutura, de transportes, de investimentos de tecnologia ou de uma reforma tributária viável e necessária. “O que vemos, na verdade, infelizmente, é uma troca de acusações pesada e uma disputa ideológica, que mais se parece com torcidas de clube de futebol do que com um fórum de busca de soluções para o Brasil”, ataca o especialista.

Segundo Cereda, do ponto de vista tecnológico, precisaríamos de políticas industriais amplos, que buscasse a pesquisa e o desenvolvimento para ampliar os horizontes. “Na produtividade temos problemas infraestrutura de energia e de modais. Não vejo na proposta de ninguém esta abordagem. A discussão se limita à ofensa e é pobre nas propostas. Não existe clareza na plataforma política de nenhum candidato. E também não temos uma proposta concreta de reforma tributária que pudesse alavancar a indústria nacional. É muito triste”, fala ele.

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