Guedes destaca clima favorável às reformas no País

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na sexta-feira
(7) que o clima no Congresso Nacional está extraordinariamente favorável às
reformas propostas pelo governo. O Parlamento “abraçou as reformas mesmo”,
afirmou Guedes, ao participar de um seminário sobre pacto federativo. Ele
lembrou que, no início do atual governo, houve reação às ideias propostas pelo
Executivo, mas ressaltou que tudo ocorreu dentro da tradição brasileira e da
maturidade que o país vem desenvolvendo nos últimos 30, 40 anos. Guedes
mostrou-se confiante em que o Congresso faça a parte dele.
Promovido pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio
Vargas e pela Secretaria Especial de Fazenda, o seminário discutiu o novo
modelo fiscal proposto nos projetos de emenda à Constituição que compõem o
pacto federativo.
“Vejo o Congresso abraçado com as reformas. O presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia [DEM-RJ], abraçado na [reforma] tributária, abraçado na [reforma]
administrativa. É o trabalho dele. Estou fascinado com a dinâmica brasileira,
do que parecia ser caótico e que, ao contrário, está se comportando de forma
extraordinária, com todo mundo entendendo a sua missão”, afirmou.
De acordo com o ministro, a reforma tributária é um pouco mais complexa,
enquanto a administrativa, que, segundo ele, irá na próxima semana para o
Congresso, é mais simples. “É mais simples, porque o que fizemos, até por
orientação do presidente da República, não atinge direitos que já existem. ”
Paulo Guedes afirmou que, após a decisão do governo federal de propor mais
participação de estados e municípios nas receitas, a classe política tem que
assumir os orçamentos e dar um passo à frente. “Vamos descentralizar esses
recursos, e claro que o apoio político vem. Os governadores e prefeitos estão
entendendo que estão sendo convocados a gerir os orçamentos públicos e assumir
as responsabilidades. ”
De acordo com o ministro, o processo das reformas começou com o apoio do
presidente Jair Bolsonaro, que deu abertura na montagem da equipe econômica
para realizar o trabalho que deveria ser feito. “Vamos pegar o que tem de
melhor no Brasil. As pessoas mais experientes e vamos sentar. A guerra política
leva quatro anos para lá, quatro anos para cá. Ganha-se uma eleição, perde-se
outra, mas o Brasil segue. E nós estamos evoluindo. Você aprende com o
adversário. A síntese vem disso: sem o adversário, você é mais pobre do ponto
de vista intelectual e do ponto de vista civilizacional”, acrescentou.
Para Guedes, o pacto federativo é um projeto de estrutura institucional que dá
sequência ao que foi a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele disse que o desenho
é como um livro em capítulos sobre estabilidade fiscal. O primeiro é o marco
institucional em si. “Vamos criar um marco institucional, vamos criar um rito.
”
O ministro disse que falta ao Brasil o ritual fiscal, situação que, segundo
ele, é agravada pelo que chamou de cumplicidade dos tribunais de Contas, que
ajudaram a quebrar financeiramente os estados.



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