G20 dividido enfrenta pressão para liderar resposta global ao vírus

O grupo das 20 principais economias enfrenta uma pressão
crescente para conciliar divisões internas e se unir contra o coronavírus,
assim como se uniu para enfrentar a crise financeira global de 2008 a 2009.
Muitas perguntas permanecem, incluindo quais ações poderão ser acordadas, que
tecnologia será usada para se comunicar, já que os líderes não se reunirão
pessoalmente.
Autoridades atuais e anteriores associadas ao G20 dizem que o grupo deixou seu
papel de “quartel de bombeiros” global desde a reunião do mês passado
em Riad (Arábia Saudita), onde as autoridades financeiras minimizavam os riscos
do surto.
“O G7 e o G20 tiveram um papel mais vigoroso na crise financeira
global”, disse uma autoridade internacional de finanças à Reuters.
“Esperávamos que esses dois órgãos respondessem de maneira muito mais
proativa a essa situação”.
Após uma ligação na última segunda-feira (16), os líderes do G7 se
comprometeram a fazer “o que for necessário” para combater o vírus,
que adoeceu quase 250 mil pessoas e matou mais de 10 mil. A doença também
devastou as economias, já que os governos impõem restrições de viagens e
interrompem reuniões públicas para tentar conter a disseminação.
Membros do G20 devem conversar por teleconferência na próxima segunda-feira (23),
disseram várias fontes do grupo, para se preparar para uma reunião complicada
por uma guerra de preços do petróleo entre dois membros, Arábia Saudita e
Rússia, e uma guerra de palavras entre dois outros, Estados Unidos e China.



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