FecomercioSP estima prejuízo de R$ 44 bilhões com quarentena no Estado

A Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estimou em mais
de R$ 44 bilhões as perdas no varejo paulista com a quarentena para conter a
covid-19, já considerando a nova prorrogação das medidas de isolamento
anunciada nesta última sexta-feira (08) pelo governador João Doria (PSDB), até
31 de maio. A estimativa da entidade trabalha com o retorno das atividades no
dia 1º de junho.
Em nota, a FecomercioSP disse que “compreende” a necessidade de
prorrogação da quarentena, mas cobrou do governo paulista maior detalhamento do
projeto de retomada econômica – batizado como “Plano São Paulo” – da
metodologia “que vem sendo utilizada para medir o deslocamento dos
cidadãos durante a quarentena”.
A instituição também pediu mais crédito aos
empresários e argumentou que os R$ 650 milhões liberados pelo governo do Estado
por meio do Banco do Povo e do Desenvolve SP não cobrem “sequer uma média
diária do prejuízo no faturamento do comércio”, estimada em R$ 659,7
milhões pela FecomercioSP.
A entidade também cobrou do governo outra
prorrogação, a da suspensão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS).
O governo já abriu mão do tributo durante a
quarentena, mas a FecomercioSP defende que a medida seja renovada por seis
meses “e ampliada a todos os tipos de empresa”.
Comparado a 2019, o faturamento do varejo neste
ano deve encolher em 11%, uma redução de R$ 83,4 bilhões, e a entidade espera
que a recuperação da atividade após a pandemia seja lenta devido à queda na
renda familiar e ao crescimento do endividamento.



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