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Faltava trabalho para 33,252 milhões no trimestre encerrado

Taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu de 29,0% no trimestre até janeiro para 29,7%, aponta IBGE

01/07/2021 18h18 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Faltava trabalho para 33,252 milhões no trimestre encerrado

No trimestre terminado em abril de 2021, faltou trabalho para 33,252 milhões de pessoas no País, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu de 29,0% no trimestre até janeiro para 29,7% no trimestre até abril O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até abril de 2020, essa taxa de subutilização estava em 25,6%.

A população subutilizada subiu 2,7% ante o trimestre até janeiro, 872 mil pessoas a mais. Em relação ao trimestre até abril de 2020, houve um avanço de 16,0%, mais 4,578 milhões de pessoas. A taxa de desocupação saiu de 14,2% no trimestre até janeiro para 14,7% no trimestre até abril, mantendo-se no patamar recorde já alcançado em março.

COMÉRCIO – O comércio fechou 373 mil vagas no trimestre até abril ante o trimestre findo em janeiro. Também houve perdas de vagas na construção (-96 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-94 mil) e outros serviços (-88 mil).

Por outro lado, houve contratações na indústria (69 mil), alojamento e alimentação (14 mil), transporte (67 mil), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (118 mil), serviços domésticos (19 mil) e informação, comunicação e atividades financeiras (278 mil).

Em relação ao patamar de um ano antes, a agricultura ganhou 532 mil trabalhadores. Também houve contratações na construção (96 mil) e em informação, comunicação e atividades financeiras (333 mil).

Houve perdas em todas as demais atividades. O comércio dispensou 1,120 milhão. Alojamento e alimentação fechou 871 mil vagas, e serviços domésticos perderam 562 mil trabalhadores. Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais demitiram 176 mil trabalhadores, a indústria dispensou 497 mil funcionários. Transporte perdeu 393 mil vagas, e os outros serviços demitiram 660 mil pessoas.

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