Faber-Castell encerra contrato temporário de 250 funcionários
Empresa demitiu em junho 15 funcionários efetivos, todos eram aposentados, segundo Sindicato da Indústria Química

Por Hever Costa Lima
O jornal Primeira Página apurou que a unidade da empresa Faber-Castell, em São Carlos (SP), encerrou o contrato de 250 funcionários que estavam sob o regime temporário desde fevereiro de 2021. Junto com esse grupo, 15 outros funcionários efetivos, todos já aposentados, foram desligados da fábrica de lápis.
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (que abrange a produção de lápis e canetas) de São Carlos e Região, Flávio José de Barros Moraes, que afirmou já ser esperado o fim do contrato. “Esse grupo foi contratado emergencialmente para suprir os funcionários que têm comorbidades e que se encontram afastados do trabalho por conta das regras trabalhistas com a pandemia do novo coronavírus”.
Quanto ao número de funcionários efetivos, Moraes afirmou que em junho foram desligados 15 funcionários que já eram aposentados, porém se mantinham em atividade no trabalho. “Em muitos casos, as pessoas pedem para ser demitidas, outros, após o relatório de produtividade anual da empresa, dentro do ciclo fiscal, são escolhidos para o desligamento”.
Moraes explicou que a unidade de São Carlos faz parte do acordo coletivo que abrange todas as unidades da Faber-Castell, renovado em novembro de 2020, por dois anos, a fim de não permitir a demissão em massa. “O acordo assegura a manutenção do emprego por dois anos dentro da cláusula social e se houver restrição econômica da empresa reduz para um ano o período de estabilidade dos funcionários”.
O sindicalista afirmou ainda que o grupo de risco se mantém afastado até a segunda dose da vacina contra a Covid-19 que deve ocorrer paulatinamente a partir de outubro.
O Primeira Página tentou entrar em contato com os funcionários desligados da empresa, porém, dois deles não quiseram falar sobre o assunto. Há informação que eles ficaram de sobreaviso pela Faber-Castell para uma possível recontratação quando as atividades da empresa retomarem o ritmo pré-pandêmico.
Segundo o presidente do sindicato, a Faber-Castell vem alimentando a demanda do mercado norte-americano com as exportações. “Esse foi um fato isolado. Mas, o mercado nacional está parado com a pandemia e as aulas escolares e empresas em funcionamento remoto. Será um ano muito difícil”, explicou.



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