Exportações de carne do Brasil devem crescer 8,8%
Setor deve encerrar o ano com faturamento de US$ 8,533 bilhões; China é principal destino das exportações brasileiras

O Brasil está encerrando 2020 com exportações recordes de carne bovina, mesmo com o setor sendo menos afetado do que concorrentes globais devido à pandemia, e deverá seguir aumentando os embarques em 2021.
O volume de carnes bovinas exportadas pelo Brasil deve ser de 2,2 milhões de toneladas até o fim deste ano. A estimativa, 8,8% maior do que o total de 2019 foi divulgado em São Paulo pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que representa 32 empresas.
Caso a previsão se confirme, o setor deve encerrar o ano com faturamento de US$ 8,533 bilhões, 11,8% acima do atingido no ano passado. De janeiro a novembro, as vendas somaram 1,84 milhão de toneladas, superando em 9% o volume registrado nesse intervalo, em 2019. Ao longo dos últimos onze meses, o faturamento cresceu 13,9%, chegando a US$ 7,76 bilhões.
As exportações históricas do Brasil, maior exportador global de carne bovina, ocorreram em meio a interrupções nas operações de algumas unidades em países como os Estados Unidos e Austrália, como consequência do coronavírus.
Segundo a Abiec, o desempenho do setor está associado à relação que o Brasil mantém com a China, principal destino das exportações brasileiras de carne. Segundo a entidade, “quase nenhum” frigorífico brasileiro teve de parar operações em função de questões de saúde relacionadas à Covid-19.
Para 2021, a projeção deve ser “mais conservadora”, disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli. Espera-se que o volume exportado aumente 6%, alcançando 2,14 milhões de toneladas e gerando alta de 3% no faturamento, com receita total de US$ 8,78 bilhões.
No ano passado, as exportações brasileiras de carne bovina atingiram 7,6 bilhões de dólares, com embarques de 1,866 milhão de toneladas.



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