Em 7 meses, São Carlos gera 3,8 mil empregos
Pelo segundo mês consecutivo, setor de Serviços puxa saldo positivo com 1.827 vagas abertas na cidade

Reportagem: Hever Costa Lima
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) fechou os sete primeiros meses do ano com mais de 3,8 mil empregos formais em São Carlos (SP). A trajetória da empregabilidade em 2021 mostrou-se crescente segundo os dados do governo federal.
Neste período, destacam-se o setor de Serviços com 1.827 vagas geradas e passou a ser a motriz da retomada dos empregos. A Indústria com 1.314 carteiras assinadas segue em segunda posição. Com menos expressão estão a Construção Civil e Comércio com números muito semelhantes, aproximadamente 350 postos de trabalho gerados no ano.
Ao analisar os dados que mostram o número de pessoas já contratadas dentro da legislação trabalhista (CLT), o segmento de Serviços se mantém na primeira posição com mais de 37 mil empregados. Indústria conta com 18,6 mil e Comércio, com 16, 3 mil juntos, compõem o estoque de empregos na cidade.
A inflação, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta a retração que a Construção Civil vem sofrendo no ano, com o preço elevado dos insumos, em destaque o aço. Além da escassez de itens essenciais que estão em falta no mercado. “Os motivos que justificam a realidade da economia na Construção Civil vão desde a pandemia, que afetou a produção mundial, até a alta procura no mercado. Ainda que a situação se normalize, as consequências devem perdurar na sociedade”, avalia o documento da FGV que traz análise do mercado.
CENÁRIO – A desocupação caiu 0,6 ponto percentual no trimestre móvel encerrado em junho deste ano, na comparação com o primeiro trimestre e fechou junho com taxa de 14,1%. Mesmo com essa redução, o país tem 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e foram divulgados nesta terça-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O recorde da desocupação foi verificada no primeiro trimestre de 2021, com um total de 14,8 milhões de pessoas. De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, apesar da recuperação, a desocupação continua alta e representa o maior nível da série histórica para um segundo trimestre.
“A população fora da força de trabalho subiu muito no ano passado e continua alta, num nível ainda bem mais elevado do que no período pré-pandemia. No trimestre houve uma queda de 1,6 milhão de pessoas fora da força de trabalho. Na comparação anual, depois de cinco trimestres com expansão consecutiva dessa população, houve a redução”.
Ela destaca que a comparação anual é com o segundo trimestre de 2020, quando se começou a sentir os efeitos mais fortes da pandemia e a população fora da força de trabalho cresceu bastante. Pelo lado contrário, a população na força de trabalho teve uma expansão de 1,8% no segundo trimestre e chegou a 102 milhões de pessoas. Na comparação anual, o crescimento foi de 6,3%, após quatro trimestres de retração.
Orçamento de 2022 prevê salário mínimo de R$ 1.169
A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado terça-feira, 31, ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169, R$ 22 mais alto que o valor de R$ 1.147 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.
Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano.



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