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Economista afirma que emprego em São Carlos repete Estado

Elton Casagrande destaca grande redução de vagas no comércio, que apresentou saldo negativo de 200 postos de trabalho em janeiro deste ano

25/03/2024 23h59 - Atualizado há 2 anos Publicado por: Redação
Economista afirma que emprego em São Carlos repete Estado Divulgação

O economista e colaborador do Núcleo de Economia da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos), Elton Eustáquio Casagrande, afirma que a economia de São Carlos repetiu, em janeiro deste ano, o mesmo desempenho do Estado de São Paulo.  Ele destaca que a geração de empregos, segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) tanto no município quanto no estado se deu nos segmentos da indústria e de serviços, com forte recuo do comércio.

“A previsão do comércio gastos mais conjunturais. Na indústria os contratos são mais longos, pois atua com demanda futura. São Carlos gerou 339 vagas formais em janeiro, sendo que deste total, 238 foram gerados pela indústria e outros 216 por serviços, enquanto o comércio apresentou saldo de 200 desligamentos.  Se formos para uma dimensão maior, como o Estado de São Paulo, vamos ver algo parecido. Quando vamos para a região Sudeste notamos que foram criados 57.243 postos de trabalho. O Brasil todo gerou 180.395. O Sudeste gerou 32% do total de vagas criadas no país. São Paulo gerou 38.249, ou seja, 67% dos empregos da região Sudeste. Os setores de agropecuária e comércio tiveram redução no emprego enquanto serviços e indústria avançam. “O que aconteceu em São Carlos é a mesma coisa que está acontecendo no Estado de São Paulo”, explica Casagrande.

O desempenho da indústria, para Casagrande pode ser tanto reposição dos estoques ou aumento de demanda. “No entanto, no início do ano, os setores de serviços e comércio fazem encomenda nas indústrias, o que pode estar repercutindo no setor fabril”, comenta.

Por outro lado, segundo ele, a cidade de São Carlos reverteu o que ocorreu em dezembro, quando quase sempre a economia apresenta dados negativos.

Na soma dos 26 municípios da Região Central Paulista gerou 1.515 empregos formais, com carteira assinada em janeiro.  Em Araraquara a indústria abriu 542 vagas formais de trabalho.  Município de porte próximo o de São Carlos e Araraquara, Rio Claro, na região de Campinas, gerou 279 empregos na indústria em janeiro, de acordo com a pesquisa CAGED.

Em nível de Brasil, o maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, com um saldo de 80.587 postos formais de trabalho (+0,4%), com destaque para Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo de 47.352 postos no mês.

O segundo maior gerador de postos de trabalho do país foi a Indústria, com saldo de 67.029 postos formais de trabalho (+0,8%), seguido da Construção Civil, saldo de 49.091 (+1,8%) e a Agropecuária, que gerou 21.900 postos de trabalho (+1,2%). O Comércio foi o único com resultado negativo no mês de janeiro, com perda de 38.212 postos de trabalho (-0,4%).

Entre as Unidades da Federação, os maiores saldos ocorreram em São Paulo, com geração de 38.499 postos (+0,3%), com destaque para indústria (+25.249); Santa Catarina, que gerou 26.210 postos (+1,1%), principalmente na indústria (+14.257); e Rio Grande do Sul, com geração de 20.810 postos (+0,8%), principalmente na agropecuária (10.700) e indústria (6.834). Os menores saldos foram registrados no Maranhão, com perda de 831 postos, Pará (-111 postos) e no Acre (-33 postos).

SALÁRIOS

O salário médio real de admissão foi de R$ 2.118,33 no mês, com um aumento de R$ 69,24 em comparação com o valor de dezembro de 2023 (R$ 2.049,09). Em comparação com o janeiro de 2023, o ganho real foi de R$17,17 (0,82%).

 

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