Economista afirma que crise atual é a maior do capitalismo

Luis Fernando Paulillo, da UFSCar, vê crise diferente daquela ocorrida em 2018
O economista e professor da UFSCar, Luis Fernando Paulillo,
afirma que a atual crise econômica é simplesmente a maior que o capitalismo
enfrenta desde o início do Século XX e parecida com o a de 1929. O especialista
destaca que no Século passado a gripe espanhola matou mais gente do que a
Segunda Guerra Mundial e muito mais gente do que a Primeira Guerra Mundial.
Segundo ele, a crise é totalmente diversa das demais por ser mundial e por ser
caracterizada como uma crise de saúde, sanitária, viral que afeta o setor
econômico e impor o desafio aos governos de salvar vidas no combate à doença e
também salvar vidas através da manutenção da economia. “Os níveis de incerteza
atuais jamais foram enfrentados pelos economistas. Desta vez estão articulados
saúde e economia, o que nunca aconteceu antes. Nós economistas, fomos treinados
para buscar soluções econômicas para crises econômicas”, ressalta o economista.
Paulillo explica que a solução terá que ser Keynesiana com o Estado atuando
fortemente para mais uma vez salvar o capitalismo. “Primeiro teremos que ter
investimentos na economia da saúde, com construção de unidades de saúde e
hospitais. O Estado terá que conduzir os gastos. Seja em investimento, seja na
motivação de gastos dos capitalistas ou de consumo dos trabalhadores.
Precisamos de um novo Plano Marshall. Temos que reconstruir nas economias nacionais
novas cadeias produtivas. Não é hora de segurar dívida pública, mas sim salvar
vidas e depois salvar vidas produtivas”.
Segundo ele, a saída monetária é o Banco Central comprar títulos públicos do
tesouro nacional… “Esta alternativa não gera dívida pública, pois será o
Estado comprando títulos do próprio Estado, mas vai jogar dinheiro no mercado,
gerando liquidez e tornando o crédito mais barato para os empresários”.
Esta crise é pior do que a de 1929, pois as cadeias produtivas hoje são globais
e não mais locais. Temos que repensar isso e termos cadeias de produtivos
Ele afirma que como a perspectiva de uma vacina, o que solucionaria o problema
com a possiblidade de prevenção, só está prevista para o segundo semestre de
2021. Portanto, segundo ele, a atual crise imporá aos empresários desafios
jamais enfrentados antes. “Poderemos ter soluções em zigue-zague com uma
quarentena que é pausada, com períodos de atividade econômica para o
empreendedor conseguir um faturamento. Depois esta quarentena pode ser retomada
em ritmo intermitente”.



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