Economia está preparada para crise do coronavírus, diz secretário

A economia
brasileira está preparada para enfrentar uma possível crise por conta dos
efeitos da epidemia de coronavírus na China. A avaliação é do secretário de
Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyjo, que participou de
um debate sobre os rumos do Brasil, na última sexta-feira (31), no Rio.
“Nós estamos acompanhando com bastante atenção, porque é natural que haja uma
preocupação quanto aos rumos da economia mundial e queremos entender qual a
dimensão dessa ameaça. No entanto, no Brasil a gente está bem preparado, nós
temos diversificação das nossas exportações, da nossa corrente de comércio”,
disse Troyjo.
Para o secretário, é natural que quando um fator acomete a segunda maior
economia do mundo isso traga impacto nas várias dimensões da atividade
econômica. Porém, ele disse ter segurança de que as autoridades chinesas estão
tomando todas as medidas cabíveis para que isso seja controlado e não seja um
peso na atividade econômica global.
“Até o presente, nós não temos sinalização de nossas exportações que estejam
sofrendo qualquer tipo de impacto mais significativo por conta disso. Vai
depender muito da evolução, e isso não diz respeito só ao Brasil, mas a todos
os países que fazem negócios com a China. Hoje, de cada dez países do mundo,
sete tem a China como principal parceiro comercial”, disse.
Troyjo disse que o governo vem fazendo vários estudos sobre os possíveis
impactos, caso haja um alastramento do coronavírus no mundo, mas demonstrou
confiança de que a economia brasileira está forte. “Nós fazemos vários estudos.
Temos uma ideia bastante clara do que isso possa significar para a corrente de
comércio brasileira. A própria força da economia brasileira mostra que temos
condições de absorver algum choque negativo que venha de fora”.
Brexit
O secretário falou também sobre o Brexit, processo de desligamento do Reino
Unido da União Européia. Segundo ele, é interesse do Brasil estabelecer acordos
comerciais com os britânicos.
“Nós temos conversado com os nossos colegas britânicos e temos todo o interesse
em avançar em acordos comerciais com o Reino Unido pós-Brexit. Uma das
prioridades do governo Bolsonaro é a multiplicação de acordos comerciais e um
parceiro tradicional como os britânicos, sem dúvida alguma, poderiam constituir
um grande destino ampliado para as exportações do Brasil. Os britânicos são um
dos menos protecionistas. Nós vamos atrás de um acordo comercial com o Reino
Unido”, disse Troyjo.



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