Dia da Indústria celebra a história, o presente e o futuro do Brasil
Texto de Rafael Cervone, engenheiro e empresário, é o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

O Dia da Indústria, 25 de maio, foi instituído em homenagem ao patrono da atividade no Brasil, Roberto Simonsen, falecido nessa data, em 1948. Sua trajetória sintetiza a força, resiliência e capacidade de trabalho do empresariado do setor, como se observa na região de São Carlos.
O primeiro grande impulso da manufatura brasileira ocorreu no período posterior à Primeira Guerra Mundial, que criou dificuldades de importação. O Ciesp, fundado em março de 1928, nasceu para transformar não apenas métodos, mas também pensamentos. A partir da década de 1950, a indústria teve um novo impulso, chegando a representar 25% do PIB. Nas últimas quatro décadas, no entanto, sua participação foi caindo, situando-se hoje em 11,3%.
A nova reindustrialização é determinante para recuperarmos a economia e ascendermos ao patamar das nações de renda alta. O setor é um grande gerador de empregos, paga os melhores salários, é o que mais promove inovação e aporte tecnológico e agrega valor às exportações.
Estamos atentos a tudo isso no Ciesp e na Fiesp, que produziram o estudo Macrotendências Mundiais até 2040. Sempre na comparação entre 2020 e as projeções para aquele ano, alguns dados são relevantes: o PIB mundial deverá aumentar 70%, alcançando US$ 233 trilhões. O Brasil terá 2,2% desse total; a população do planeta crescerá 18%, chegando a 9,1 bilhões; o contingente de idosos aumentará 77%, somando 1,28 bilhão. No Brasil, o índice da terceira idade no total da população crescerá de 9,6% para 17,7%.
Diante da grandeza dos desafios, reiteramos, neste Dia da Indústria, a determinação dos empresários e recursos humanos do setor e manifestamos a certeza de que, como ocorreu até agora na História do Brasil, o futuro começa a ser construído no chão de fábrica.



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