Crédito emergencial para folha de pagamento será ajustado

Foram 1,3 milhão de empregados beneficiados até o último dia 26
Com a baixa
liberação do crédito emergencial para pequenas e médias empresas manterem
empregos, deve haver mudanças no programa anunciado em março. Em audiência
pública virtual nesta última segunda-feira (01) do Congresso Nacional, o
presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que dos R$ 40
bilhões previstos, só foram liberados R$ 1,9 bilhão.
Foram 1,3 milhão de empregados beneficiados de mais de 79 mil empresas
financiadas, até o último dia 26.
“Havia um potencial de R$ 40 bilhões, e até agora há cerca de R$ 2 bilhões.
Esse programa teve um volume de desembolso pior do que o esperado”, disse,
afirmando que ajustes no programa vão acelerar os desembolsos.
A medida beneficia empresas que faturam de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano.
A empresa recebe o financiamento para manter a folha de pagamento, com valor
limitado a dois salários mínimos por trabalhador e em contrapartida, o
empregador não poderá demitir sem justa causa por 60 dias depois do recebimento
do crédito. O empréstimo tem juros de 3,75% ao ano. A medida é válida por dois
meses.
Mudanças
Segundo o BC, deverão ser incluídas empresas com faturamento bruto anual em
2019 entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões e haverá extensão do programa por mais
dois meses.
Além disso, será liberada a concessão de financiamento para empresas que
mantiverem ao menos 50% dos postos de trabalho. Atualmente, a contrapartida é a
manutenção de todos os postos de trabalho.
A expectativa preliminar é de impacto adicional R$ 5 bilhões, com a extensão de
2 meses para empresas atualmente elegíveis e mais R$ 5 bilhões para empresas na
nova faixa de faturamento. Com isso, o BC projeta o volume total do programa em
R$ 15,5 bilhões.



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