Copom iniciou reunião para definir taxa Selic

Nova taxa será anunciada nesta quarta-feira (17) após 2ª parte da reunião
O Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou nesta última
terça-feira (16), em Brasília, a quarta reunião de 2020 para definir
a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 3% ao ano. Nesta quarta-feira (17),
após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do
dia.
A mediana (desconsidera os extremos nas estimativas) das projeções das
instituições financeiras consultadas pelo BC prevê redução de 0,75 ponto
percentual, para 2,25% ao ano, renovando o mínimo histórico.
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas
apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias
brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.
No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as
possibilidades e definem a Selic.
Taxa de juros
O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto –
comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros
próxima ao valor definido na reunião.
A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa
média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional,
registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.
Ao manter a Selic no mesmo patamar, o Copom considera que as alterações
anteriores nos juros básicos foram suficientes para chegar à meta de inflação,
objetivo que deve ser perseguido pelo BC.
Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e
incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária
precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de
ficar acima da meta de inflação.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e
isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e
estimulam a poupança.
A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020, com intervalo
de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o
limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.
Para 2021, a meta é 3,75%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para
cima ou para baixo.
As instituições financeiras consultadas pelo BC projetam inflação menor que o
piso da meta, em 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) é 1,60%, este ano. Para 2021, a estimativa é 3%.



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