Controle de gastos está por trás de tudo que governo está fazendo, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 6,
que o controle dos gastos públicos está por trás de tudo o que o
governo federal está fazendo. O objetivo, disse o ministro, é
controlar a expansão dos gastos e não os reduzir efetivamente. “Os
gastos tinham má qualidade. Gastamos muito e gastamos mal. Vamos
controlar a expansão dos gastos, não estamos cortando nada, só não
estamos deixando crescer o que é ruim”, comentou.
Guedes
fez a afirmação em discurso durante o seminário “BNDES com
‘S’ de Social e de Saneamento”, na sede do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDE), no Rio.
Segundo o
ministro, o primeiro “ato” para controlar os gastos
públicos foi a reforma da Previdência, que se preocupou em reduzir
“privilégios”. O “último ato” foi o envio da
proposta de emenda constitucional do “pacto federativo”,
que descentraliza recursos públicos obrigatórios e
vinculados.
Guedes também chamou a reforma previdenciária de
“primeiro ataque” ao excesso de gastos, que, segundo ele,
chegou a 45% do Produto Interno Bruto (PIB).
O segundo ataque,
disse o ministro, foi “ajudado pelo primeiro”, que foi a
queda nas taxas longas de juros no mercado.
Guedes lembrou que a
taxa básica de juros (Selic) hoje está em 5,0% e está na
“iminência” de cair “de novo”, mas destacou uma
diferença em relação a governos anteriores.
“Ao
contrário do governo anterior, em que os juros longos não caíram,
como fizemos a (reforma da) Previdência, que deu horizonte, os juros
longos começaram a descer”, afirmou o ministro.
Guedes
citou contas do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida,
para estimar que, em 2020, os gastos públicos com juros da dívida,
por causa da redução das taxas, será menor em R$ 96 bilhões.
Segundo o ministro, o valor equivale a três vezes o orçamento do
programa Bolsa Família.
Conforme Guedes, o BNDES tem ajudado
nesse processo, com a devolução dos recursos que “alavancaram”
o banco. “Pedalaram o BNDES”, disse o ministro, para então
criticar o destino dos recursos aportados pelo Tesouro Nacional no
banco de fomento, como “ajudar os campeões”, numa
referência à política que ficou conhecida como “campeões
nacionais”, em que o BNDES apoiou a internacionalização de
grupos privados brasileiros.
“Sou a favor da iniciativa
privada por sua conta. Ninguém pode virar campeão nacional com
dinheiro público”, afirmou Guedes.



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