Contrato Verde Amarelo não garante geração de empregos

O relator da Medida Provisória (MP) que cria o Contrato
Verde Amarelo, deputado Christino Áureo (PP-RJ), considera que a proposta não
garante a geração de empregos no País, apenas dá condições para eventuais
contratações. A empregabilidade, na visão dele, está atrelada ao
desenvolvimento econômico. O texto é considerado uma segunda fase da reforma
trabalhista e tem sido criticado pela oposição.
“Nenhuma dessas medidas têm como objetivo gerar o emprego, o que acontece
é que quem de fato proporciona as condições para que aquela vaga surja é
verdadeiramente o desenvolvimento econômico”, afirmou Áureo. “Quando
você tem uma legislação que não retribui mesmo com a retomada da economia, é
muito complicado você atuar nesses grupamentos específicos, ou seja, faixa
etária de jovens e de pessoas mais maduras, que desejam retornar ao mercado de
trabalho”, declarou o relator.
A votação da Medida Provisória que flexibiliza a contratação de jovens e
pessoas acima de 55 anos na comissão mista, formada por deputados e senadores,
foi adiada mais uma vez nesta terça. O adiamento ocorreu após ajustes técnicos
feitos pelo relator na véspera da votação serem questionados por
oposicionistas, que pediram mais tempo para análise. Sem consenso, a sessão
para votar a proposta no colegiado foi suspensa novamente e deverá ser retomada
amanhã, às 10h.
Segundo o relator, o texto tramita dentro de um prazo “razoável” e
está pronto para ir a votação. Depois do colegiado, ainda terá que ser
apreciado nos plenários da Câmara e do Senado, respectivamente. A tramitação
tem que ser finalizada até o dia 20 de abril para não perder a validade.
Até o início da sessão de hoje, no início da tarde, ainda não havia
entendimento entre oposicionistas e governistas sobre a votação dos destaques
(modificações propostas por parlamentares) Ao final da reunião, no entanto, o
presidente do colegiado, Sérgio Petecão, garantiu que o acordo para votar até
seis destaques em separado na sessão desta quarta está mantido.
O senador Paulo Rocha (PT-BA) disse que os destaques serão separados por temas,
entre eles mudanças em pontos sobre a jornada de trabalho. A oposição quer
retirar do texto o trecho que permite trabalhar aos domingos, exceto para
bancários.



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