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Concessões no crédito livre sobem 1,2%

No crédito livre, concessões subiram para R$ 350 bilhões, aponta o Banco Central; apenas em dezembro, houve avanço de 6,4%

29/01/2021 18h20 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Concessões no crédito livre sobem 1,2% Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Em um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, que levou o governo federal a lançar iniciativas na área de crédito, as concessões dos bancos no crédito livre subiram 1,2% em 2020, para R$ 350 bilhões, informou o Banco Central. Apenas em dezembro, houve avanço de 6,4%.

Estes dados, do BC, não levam em conta ajustes sazonais. Os números são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas, em especial nos meses de março e abril de 2020. Em meio à carência de recursos, famílias e empresas aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito nos bancos. O BC não divulga dados sobre o quanto a procura por crédito aumentou – mas apenas sobre o quanto foi concedido.

Em 2020, no crédito para pessoas físicas, as concessões caíram 2,1%, para R$ 180,0 bilhões. Em dezembro, houve alta de 0,6%. Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões subiram 4,8% em 2020, para R$ 170,0 bilhões. Em dezembro, o avanço é de 13,4%.

INADIMPLÊNCIA – Apesar das dificuldades de famílias e empresas para fechar as contas, em meio à pandemia, a taxa de inadimplência nas operações de crédito livre com os bancos passou de 3,0% para 2,9% de novembro para dezembro. Para as pessoas físicas, a taxa foi de 4,3% para 4,2% no período. No caso das empresas, a taxa passou de 1,5% para 1,4%.

A inadimplência do crédito direcionado (recursos da poupança e do BNDES) passou de 1,2% para 1,1% na passagem de novembro para dezembro. Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência foi de 2,2% para 2,1%.

CHEQUE ESPECIAL – A taxa média de juros no crédito livre passou de 26,4% ao ano em novembro para 25,5% ao ano em dezembro, informou o Banco Central Em dezembro de 2019, essa taxa estava em 33,4% ao ano.

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 38,2% para 37,0% ao ano de novembro para dezembro, enquanto para as pessoas jurídicas foi de 12,2% para 11,7% ao ano. Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, no cheque especial, a taxa passou de 113,5% ao ano para 115,6% ao ano de novembro para dezembro. No crédito pessoal, a taxa passou de 31,6% para 30,3% ao ano.

Desde julho de 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. Em 6 de janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao ano (151,82% ao ano).

Além da limitação do juro, os dados refletem uma revisão realizada na série histórica do BC. Os números passaram a considerar o fato de alguns bancos cobrarem juro no cheque especial apenas após dez dias de atraso no pagamento da fatura. Antes, era considerado todo o período de atraso. Esta mudança fez com que o nível do juro no cheque especial, na nova série histórica, fosse menor em anos anteriores.

Os dados mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 19,0% ao ano em novembro para 19,2% em dezembro. A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 18,7% ao ano em novembro para 18,4% ao ano em dezembro. Em dezembro de 2019, estava em 22,6%.

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) caiu 0,3 ponto porcentual em dezembro ante novembro, aos 16,8% ao ano. No acumulado de 2020, houve queda de 3,5 pontos. O porcentual do ICC reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

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