Bolsonaro sanciona lei que transfere Coaf ao Banco Central

O
presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta última terça-feira, 07, a lei que
transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério
da Economia para o Banco Central. O texto deve ser publicado amanhã no Diário
Oficial da União (DOU).
Bolsonaro manteve alterações feitas pelo
Congresso sobre a medida provisória (MP) proposta pelo governo. Ou seja, não
houve vetos à lei.
A principal mudança imposta no Legislativo foi
ter barrado a possibilidade de indicar para os cargos de conselheiro pessoas
que não fazem parte do serviço público. Essa alteração, prevista na sugestão do
governo, foi rechaçada como uma medida que abria brecha para indicações
políticas e não técnicas ao Coaf.
O plenário do Coaf segue composto pelo presidente
e por doze servidores de órgãos diversos. A estrutura ainda é composta por um
quadro técnico. Com a nova lei, caberá ao presidente do Banco Central do Brasil
escolher e nomear o presidente do conselho e os membros do plenário.
O governo também havia proposto chamar o
conselho de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), em vez de Coaf, o que foi
derrubado pelo Congresso. A MP foi votada no Senado em 17 de dezembro, dia em
que perderia a validade.
Intervenção
O Coaf passou no dia 1º de janeiro do Ministério
da Economia para o Ministério da Justiça, por decreto do presidente Jair
Bolsonaro. Depois disso, foi devolvido ao Ministério da Economia, quando o
Congresso votou a medida provisória da reorganização dos ministérios.
Em agosto, Bolsonaro enviou o órgão para a
estrutura do BC sob alegação de que queria fomentar a independência do órgão.
Segundo ele, o Coaf era utilizado para perseguição política. O filho do
presidente, senador Flávio Bolsonaro, começou a ser investigado pelo Ministério
Público do Rio de Janeiro a partir de um relatório do conselho, revelado pelo
Estado em dezembro do ano passado, envolvendo o ex-assessor parlamentar
Fabrício Queiroz.



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