Bolsas de NY fecham em queda com tensão geopolítica e acordo EUA-China no radar

As
bolsas de Nova York fecharam em queda nesta última terça-feira, 07, em mais um
dia de tensão entre Estados Unidos e Irã em torno do ataque americano que matou
um comandante das forças armadas iranianas, na semana passada, no Iraque. Os
investidores adotaram uma postura mais defensiva diante da verborragia de
representantes de Teerã e Washington, embora nenhuma atitude concreta tenha
sido tomada por ambos os lados. Dúvidas em relação à data de assinatura do
acordo comercial entre EUA e China ajudaram a deixar os investidores mais
avessos ao risco.
O Dow Jones caiu 0,42%, a 28.583,68 pontos, o
S&P 500 recuou 0,28%, a 3.237,18 pontos, e o Nasdaq fechou em queda de
0,03%, a 9.068,58 pontos. Destaque para ações do setor financeiro, com o
JPMorgan em queda de 1,70% e o Citi recuando 0,87%. Houve queda também das
ações do Netflix, de 1,51% e da Intel, cujas ações recuaram 1,67%.
O mercado acionário dos Estados Unidos abriu o
dia com sinais mistos e algum movimento de alta, mas logo caminhou para o
território negativo com os principais índices apontando a cautela dos
investidores diante das incertezas sobre o que virá no cenário geopolítico
envolvendo os EUA e o Irã.
Nas esteiras das incertezas, as negociações
comerciais sino-americanas voltaram a preocupar investidores. O vice-ministro
de Agricultura da China, Han Jun, afirmou que Pequim não elevará sua cota anual
de importação de grãos dos Estados Unidos, uma promessa para a assinatura da
primeira fase do acordo comercial. Mais tarde o Global Times informou que
não há data certa para a viagem da delegação chinesa aos EUA, que estava
prevista para 15 de janeiro, segundo o presidente Donald Trump.
Voltando ao Oriente Médio, Trump, afirmou que os
Estados Unidos estão “totalmente preparados” para uma possível
retaliação de seu ataque contra o Irã e que, se isso ocorrer, a nação persa
sofrerá as consequências.
Por sua vez, o Irã estaria avaliando 13 cenários
para responder à morte do principal do general Qassim Suleimani, e mesmo a mais
fraca das opções seria um “pesadelo histórico” para os EUA, informou
a agência Far. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, falou em
estabelecer “parâmetros” para “um ataque direto e proporcional
contra interesses americanos”.
A Capital Economic avalia que “o medo de um
conflito direto entre os EUA e o Irã diminuiu nos últimos dias, mas o risco não
desapareceu e o resto da região MENA (Médio Oriente e Norte da África) é
vulnerável a qualquer retaliação por Teerã”.



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