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Bolsa opera em queda e dólar bate R$ 5,14

24/03/2020 05h02 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Bolsa opera em queda e dólar bate R$ 5,14 Foto: Reuters

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, abriu de maneira estável, se mantendo em 67 mil pontos, variando minimamente para cima. Porém, poucos minutos depois, o Ibovespa, principal índice do mercado nacional, passou a cair. Por volta das 12h20, o mercado brasileiro voltou ao patamar de 62 mil pontos, o que não acontecia desde julho de 2017, em um recuo maior que 6%.
Ás 12h26, após falas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contrárias à MP editada pelo presidente Jair Bolsonaro, que entre outras decisões, possibilita suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, o Ibovespa passou a cair aos
62.920,32, uma queda de 6,19%.
A Bolsa brasileira vem sofrendo, nas últimas semanas, grandes perdas, acompanhando os mercados internacionais. Antes da crise por conta do novo coronavírus, em meados de janeiro deste ano, o Ibovespa chegou a ficar na casa dos 119 mil pontos. 
Nem mesmo uma gama de medidas anunciadas internamente e no exterior contém os ânimos do investidor local. Na B3, apenas Cosan (2,16%) e SulAmérica (0,09%) subiam.
Papéis do setor de serviços públicos (utilities), como saneamento e distribuição de energia, têm mais um dia de fortes quedas. Sabesp ON cai 8,57%, enquanto que Cemig PN tem uma das maiores baixas do Ibovespa, de 10,22%. Fora do índice, as Units de Sanepar recuam 6,29%. O mercado repercute alguns dos anúncios de governos estaduais em meio à crise do coronavírus, como as isenções de tarifas sociais pela Sabesp e pela Sanepar. “Os governos vão utilizar as estatais para reduzir a crise, e as empresas de utilities entram nisso”, afirma Gabriel Machado, analista da Necton Corretora.
Já o dólar abriu as negociações desta segunda-feira, 23, com uma alta de cerca de 1%, em meio ao cenário caótico dos mercados financeiros ao redor do mundo. A cotação iniciou o dia a R$ 5,08 e chegou à máxima, R$ 5,14. Na semana passada, a moeda americana se manteve de forma firme acima de R$ 5, fechando a sexta-feira, 20, a R$ 5,02. Após os primeiros momentos de pregão, a moeda americana ficou flutuando na casa dos R$ 5,06. 
Lá fora, as Bolsas de Ásia e Europa, após terem tido uma boa recuperação na sexta-feira, 20, despencam nesta segunda-feira, 23. Tode este cenário se dá por conta das incertezas em relação ao novo coronavírus, causador da Covid-19, nas economias globais., à medida que governos fecham suas fronteiras, restringem comércios e reduzem a circulação de pessoas para tentar conter a disseminação. 
Como ainda não se sabe até onde essas consequências vão, os investidores estão com grau de insegurança muito grande. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta passar no Senado americando medida que deve injetar cerca de US$ 1,5 trilhão na economia, mas, na noite de domingo, 22, não houve acordo. São necessários 60 votos favoráveis, mas a discussão ficou no empate, 47 a 47.
Com este cenário, as Bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada. A única exceção foi o Japão, que não teve negociações sexa-feira, 20. Para se ter uma ideia do tombo, o índice da Coreia do Sul, o Kospi, chegou a paralisar as negociações no pregão, acionando seu “circuit breaker”. Já na Europa, os índices também despencam, com quedas superiores a 4%. Os motivos também são as incertezas nas economias mundiais. 

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