Balança comercial tem superávit na terceira semana de fevereiro

A balança comercial brasileira
apresentou, na terceira semana de fevereiro, superávit de US$ 520
milhões, segundo dados divulgados nesta última segunda-feira (02)
pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos
Internacionais do Ministério da Economia. Em um período de cinco
dias úteis, as exportações chegaram a US$ 3,966 bilhões e as
importações, a US$ 3,446 bilhões, ficando a corrente de comércio
em US$ 7,412 bilhões.
A média das exportações da terceira
semana de fevereiro ficou em US$ 793,2 milhões, 5,5% abaixo da média
de US$ 839,8 milhões até a segunda semana. Segundo o Ministério da
Economia, a redução ocorreu devido à queda nas exportações de
produtos semimanufaturados e básicos. No mês, as exportações
somam US$ 12,364 bilhões e as importações, US$ 11,259 bilhões,
com saldo positivo de US$ 1,105 bilhão e corrente de comércio de
US$ 23,624 bilhões.
No período, houve uma redução de 10,7%,
de US$ 100,1 milhões para US$ 89,4 milhões, no segmento de
semimanifaturados, em especial na celulose, ferro fundido, ouro,
ferro ou aço e também no óleo de soja em bruto.
Houve queda
de 8,5% nas exportações de produtos básicos, especialmente em
produtos como petróleo em bruto, carnes bovina e de frango, minério
de cobre, café em grão e fumo em folhas. Com isso, a balança de
exportações, no segmento, fechou em US$ 412,1 milhões, contra os
US$ 450,2 milhões da segunda semana.
O Ministério da
Economia destaca que houve pequeno crescimento nas exportações de
manufaturados de 0,8%, passando de US$ 289,5 milhões para US$ 291,7
milhões, em razão, principalmente, de óleos combustíveis,
veículos de carga, suco de laranja não congelado, torneiras,
válvulas e partes, máquinas e aparelhos para terraplanagem.
Do
lado das importações, apontou-se queda de 11,8%, sobre igual
período comparativo (média da terceirasemana, US$ 689,1 milhões
sobre média até a segundasemana, US$ 781,4 milhões), explicada,
principalmente, pela diminuição nos gastos com equipamentos
mecânicos, farmacêuticos, cobre e suas obras, adubos e
fertilizantes, equipamentos eletroeletrônicos.
A análise do
mês mostra que, na comparação entre a terceira fevereiro de 2019
(US$ 786,9 milhões) e o mesmo período de 2020 (US$ 824,3 milhões),
houve aumento de 4,8% nas exportações. A alta foi puxada
especialmente pela venda de petróleo em bruto, algodão em bruto,
carnes bovina, suína e de frango e minério de cobre.
Por outro
lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados em 1,2%,
passando de US$ 97,7 milhões para US$ 96,6 milhões, principalmente
por conta da celulose, ouro em formas semimanufaturadas,
semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, couros e peles.
Os produtos manufaturados também apresentaram uma redução de 0,7%,
passando de US$ 292,2 milhões para US$ 290,2 milhões, por conta de
aviões, automóveis de passageiros, partes de motores e turbinas
para aviação, suco de laranja não congelado e laminados planos de
ferro ou aço.
Relativamente a janeiro/2020, houve crescimento
de 25,6%, em virtude do aumento nas vendas de produtos básicos
(+33,9%, de US$ 326,8 milhões para US$ 437,5 milhões) e
manufaturados (+25,4%, de US$ 231,4 milhões para US$ 290,2 milhões),
enquanto diminuíram as exportações de produtos semimanufaturados
(-1,7%, de US$ 98,2 milhões para US$ 96,6 milhões).
Nas
importações, a média diária até a terceira semana de
fevereiro/2020, de US$ 750,6 milhões, ficou 18,9% acima da média de
fevereiro/2019 (US$ 631,1 milhões). Nesse comparativo, cresceram os
gastos, principalmente com equipamentos mecânicos (+131,0%),
combustíveis e lubrificantes
(+19,0%), farmacêuticos (+17,2%),
químicos orgânicos e inorgânicos (+11,6%), plásticos e obras
(+10,8%). Ante janeiro/2020, houve crescimento de 2,1%, pelos
aumentos em equipamentos mecânicos (+83,0%), combustíveis e
lubrificantes (+20,5%), farmacêuticos (+10,3%), plásticos e obras
(+6,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (+5,8%).



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