Céu apresenta no Sesc São Carlos seu terceiro disco
A cantora e compositora Céu, apresenta no Sesc São Carlos seu novo CD “Caravana Sereia Bloom”. O show será nesta quinta-feira, 23, às 20h30 com entrada grátis.
Céu é acompanhada no palco pelos músicos, Dustan Gallas nos teclados e guitarra, Lucas Martins no baixo, Bruno Buarque na bateria e DJ Marco no MPC e pick up. No repertório, estão músicas inéditas de seu novo disco, “Caravana Sereia Bloom”, e também canções de seus dois discos anteriores – “Vagarosa” (2009) e “Céu” (2005).
Produzido por Gui Amabis, o disco arranca com Falta de Ar, cuja sonoridade sublinha, com seu futurismo-retrô reverberado pela guitarra de Fernando Catatau, a reflexão lírica sobre a megalomania do homem moderno. O som de estação de rádio AM mal sintonizada prepara o terreno para o primeiro número de amor rasgado, Amor de Antigos. Em seguida, Asfalto e Sal finca a bandeira temática do álbum, esse pequeno elogio à errância, curiosa e manhosamente esparramado numa caminha de reggae, como que lembrando de onde essa caravana saiu.
Eis que surge o Retrovisor. Letra e música de Céu abre com uma programação de bateria eletrônica bolero-beguine e se derrama bluesy num clima de estrada aberta, traçada pelo timbre e frasismo da guitarra de Dustan Gallas, instaurando uma atmosfera de ressaca de viagem. No mesmo caminho, Teju na Estrada segue o mapeamento da música latinoamericana, e é uma das três vinhetas do disco junto com Sereia e FFFree, essas duas últimas feitas e executadas só por ela no Garage Band.
Uma das cinco músicas que têm participação de Pupillo (baterista da Nação Zumbi e companheiro de Céu no projeto coletivo Sonantes), Contravento de Lucas Santtana e Gui Amabis, já encontra a caravana tropical no nordeste brasileiro, paquerando com a África, e ainda contaminada de América Central. Em Palhaço regravação de Nelson Cavaquinho, Céu canta acompanhada do pai, o compositor e músico Edgard Poças, que depois de um resguardo deliberado, atende ao pedido da filha de voltar ao “palco” numa interpretação tocante dessa valsa a favor do compromisso do artista, que deve ser maior que qualquer dor de amor ou acidente da estrada.
Em You Won’t Regret it, regravação dos jamaicanos Lloyd Robinson e Glen Brown, joia do proto-reggae da década de 1960, Céu se deleita nos seus jamaican credits, já incontestáveis desde Vagarosa. Com letra e música autorais, Baile de Ilusão traz outra vez a maquiagem como arma pra batalha. A condução de Curumim na bateria e os metais de Thiago França e Nahor Gomes ambientam o baile em algum lugar entre a Iguatu cearense e a Itália sessentista de Rita Pavone e Sergio Leone. Mais resíduo de Jamaica em Streets Bloom, de Lucas Santtana, canta a impregnação do artista pela estrada. A Céu malemolente, desde o primeiro disco de 2005, aparece em Chegar em mim de Jorge Du Peixe da Nação Zumbi, que fecha a caravana e sugere onde ela deve chegar. É a única faixa produzida por Rica Amabis e, além do compositor Du Peixe, traz outros membros da Nação: Lúcio Maia na guitarra, Dengue no baixo e Pupillo na bateria.



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