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Trotes representam 12% das ligações do Samu

09/01/2012 11h24 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
Trotes representam 12% das ligações do Samu

Um dos problemas que enfrenta o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de São Carlos é a quantidade expressiva de trotes. Estatísticas registradas pelo serviço apontam que, mensalmente, ocorrem em torno de 238 casos, o equivalente a 12% das ligações totais feitas à central de tele-atendimento.

De acordo com o Francisco Néo, chefe da Divisão de Atenção Pré-Hospitalar Móvel, durante as férias escolares, há um aumento em torno de 6% desta porcentagem, pois como as crianças possuem mais tempo ocioso, elas acabam utilizando o telefone como brinquedo. “Isso influencia diretamente na nossa central 192. São três linhas disponíveis que, se devidamente utilizadas, são suficientes. Quando é criança, é mais fácil identificar, mas quando é o adulto, muitas vezes a gente acaba deslocando o nosso veículo de forma desnecessária. Felizmente, 90% dos trotes são identificados na nossa central e não há deslocamento de veículo, mas em 10% dos casos acabamos nos deslocando”, explica.

 BALANÇO – Em 2011, o Samu realizou mais de 22 mil atendimentos, classificados como baixa, média e alta complexidade. Dados mostram que os casos de média complexidade – como, por exemplo, trabalho de parto ou crise hipertensiva – são maioria, totalizando 10.051 ocorrências, o que corresponde a 45% dos casos.

Segundo Néo, um diferencial do Samu São Carlos é que todas as Unidades de Serviço Básico (UBS) são tripuladas por dois técnicos de enfermagem. “A política nacional exige apenas um técnico de enfermagem por ambulância. Então durante uma ocorrência básica, por exemplo, uma convulsão, como eles chegam ao local em dois socorristas, é oferecido um atendimento de qualidade e eficiência”, ressalta.

MOTOLÂNCIA – Implantada no 23 de outubro de 2011em São Carlos, o serviço, até o dia 3 de janeiro de 2012, havia realizado 166 atendimentos. Francisco Néo conta que o objetivo desta implantação foi conseguir um tempo-resposta ainda mais significativo que o da ambulância. “Há maior facilidade de deslocamento no trânsito e por isso ela consegue chegar mais rápido ao local. Normalmente, ela leva de2 a 3 minutos. Já a ambulância chega em 7, 8 minutos nesse mesmo local, isso se encontrar facilidade no trânsito”, relata.

A vantagem da motolância é que ela visualiza a cena, o que irá determinar se há ou não a necessidade do apoio de uma ambulância. “Se não precisa, evitamos o deslocamento da ambulância ao local e isso faz com que essa mesma ambulância fique durante mais tempo à disposição de uma nova urgência que venha acontecer”, finaliza.

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