8 de Agosto de 2026

Dólar

Euro

Cidades

Jornal Primeira Página > Notícias > Cidades > Tribunal marca audiência para hoteleiros

Tribunal marca audiência para hoteleiros

27/07/2012 12h15 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
Tribunal marca audiência para hoteleiros

O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de Campinas marcou para o dia 6 de agosto, às 15h, uma audiência de tentativa de conciliação, para definir o imbróglio entre Sintshogastro e o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes.

Apesar de a data-base da categoria ser 1º de janeiros, as partes não chegaram a um acordo e,  depois de muitos anos, o sindicato dos trabalhadores entrou com dissídio coletivo para que a Justiça do trabalho defina a concessão de reajuste salarial e outros benefícios para a categoria gastronômica de São Carlos e Região.

A decisão interessa diretamente a cerca de 4.000 trabalhadores de aproximadamente 800 empresas de 13 cidades: São Carlos, Pirassununga, Descalvado, Torrinha, Brotas, Corumbataí, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro, Itirapina, Ibaté, Dourado e Ribeirão Bonito.

O presidente do Sintshogastro, Manuel Simões Pires, afirma que está esperançoso que prevaleça o bom senso. “Já fechamos mais de 400 acordos individuais com as empresas do setor. Acredito em Deus e na Justiça e creio que vamos ser vitorisosos nesta reunião”, ressalta ele.  

No final de janeiro, Thiago Vilani, do sindicato patronal, falou que  as reivindicações estariam “fora da realidade” do setor. Ele relatou que houve um adiantamento, em meados de 2011, que representou um reajuste de 3%. A categoria patronal, segundo ele, sempre concordou em repassar a inflação e um percentual de aumento real. Segundo ele, o sindicato trabalhista chegou a pedir algo em torno de 17% a 18% de reajuste total.

Por sua vez, Pires, explica que a categoria reivindicou um reajuste de 10% sobre o piso atual maior, que é de R$ 683,63. Ele afirma que atualmente existem dois pisos abaixo deste: um para empresas com até 5 funcionários, de R$ 628,30 e um segundo piso, de R$ 646,59 para empresas que empregam entre 6 e 19 pessoas.

Pires alega que São Carlos paga, no setor hoteleiro e gastronômico, o menor piso da região. “Em Araraquara o piso é de R$ 781; em Jaú é de R$ 709; em Porto Ferreira é de R$ 742, em Piracicaba é de R$ 742; em Rio Claro é de R$ 760; em Campinas é de R$ 760; em Leme é de R$ 742; em Barra Bonita, é de R$ 709,50 e em Ribeirão Preto é de R$ 750, além de Botucatu, onde ele é de R$ 805”, comenta o sindicalista Pires.

O sindicalista alerta que, caso o empresariado do setor não mude sua postura e passe a valorizar o trabalhador, o segmento hoteleiro e gastronômico terá dificuldades de conseguir mão-de-obra num futuro próximo.

Recomendamos para você

Comentários

Deixe um comentário

plugins premium WordPress