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Reajuste de servidores terá impacto de R$ 2,9 bi

24/08/2012 12h29 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Reajuste de servidores terá impacto de R$ 2,9 bi

Os representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) decidiram aceitar a proposta de reajuste de 15,8%, dividido até 2015, e incentivos à titulação oferecidos pelo Ministério do Planejamento.

A proposta apresentada pelo governo terá um impacto no Orçamento de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo será R$ 670 milhões. O governo elevou em R$ 1,2 bilhão a proposta do aumento como forma de incentivar a titulação.

De acordo com a Fasubra, o piso salarial chegará a R$ 1.197 após três anos, o equivalente à metade do mínimo necessário recomendado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A assinatura do acordo com o governo, que valida o fim das negociações, está previsto para ocorrer hoje, 24. O resultado final da Fasubra apontou que 36 universidades são a favor da proposta do governo federal e 14 contra. Em assembléia, na Universidade Federal de São Carlos realizada, na segunda-feira, 20, decidiram contra a aceitação da proposta.

“A proposta ficou bem abaixo das nossas reivindicações. A categoria sairá da greve, mas continuará insatisfeita. A proposta do governo não corrige as distorções salariais. Seguimos com o menor piso e o menor teto de toda a administração pública federal”, disse Paulo Henrique Rodrigues dos Santos, membro da coordenação geral da Fasubra.

Os servidores das universidades federais estão em greve desde o dia 11 de junho. A expectativa do sindicato é que os 140 mil técnico-administrativos que estão em greve retornem todos juntos às atividades.

“Achamos muito pouco em termos de reajuste, mas decidimos aceitar porque tivemos avanços muito grandes na carreira. Com a progressão de carreira, o percentual pode chegar até 24%, nos próximos três anos, em alguns casos”, disse Santos.

A decisão final cabe às assembléias nos estados. Os servidores da UFSCar ainda irão decidir se voltam ao trabalho ou não, devido a ameaça do governo em relação ao desconto dos dias parados dos trabalhadores.

Até o encerramento desta edição, nenhum integrante do comando de greve da Sintufscar foi encontrado para divulgar o resultado da assembléia ocorrida na manhã desta quinta-feira, 23. Uma outra assembléia deve ocorrer na segunda-feira, 27.

O governo não cedeu às pressões dos técnicos que exigiam o percentual integral para o próximo ano ou aumento dos salários de 25% dividido em três anos.

Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) mantiveram a rejeição à proposta do governo.

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