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Pesquisa da USP usa a fotodinâmica no combate à dengue

28/02/2015 00h09 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
Pesquisa da USP usa a fotodinâmica no combate à dengue

São Carlos está à beira de uma epidemia de dengue. O fato tem sido exaustivamente tratado, nas últimas semanas, pela mídia e pelas autoridades do município. Os dados da Vigilância Epidemiológica mostram que a cidade contabiliza 1.079 notificações, sendo 232 positivos. Desses, 182 são autóctones (contraídos na própria cidade) e 50 importados.

Durante audiência pública que aconteceu na última quinta-feira, na Câmara de São Carlos, alguns vereadores sugeriram que a Prefeitura se aproximasse dos centros de pesquisa e das universidades em busca de apoio e tecnologias no combate à proliferação do mosquito Aedes Aegypti. “Somos uma cidade rica em conhecimento. É impossível que as nossas universidades, as Embrapas, os centros de pesquisa não têm tecnologias para o combate da doença”, questionou o vereador Julio Cesar (DEM).

Para conter essa antiga e notória epidemia, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) em parceria com o Departamento de Hidráulica da USP e com o Departamento de Hidrobiologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) têm utilizado a terapia fotodinâmica para eliminar o mosquito.

O projeto é de autoria da pesquisadora Larissa Marila de Souza, sob orientação dos pesquisadores do Grupo de Óptica (GO) do IFSC, Natália Mayumi Inada e Vanderlei Salvador Bagnato, é vinculado a vetores urbanos, especificamente ao Aedes aegypti.

Em um de seus experimentos, Larissa mergulhou larvas de diferentes estágios do mosquito da dengue em uma solução na qual se encontrava dissolvida uma droga fotossensibilizadora.

Depois disso, expôs a solução com as larvas a diferentes fontes de luz (solar, lâmpadas fluorescentes e LEDs) e foi quando verificou que a mortalidade das larvas foi bastante significativa: acima de 90% quando expostas à luz solar e a lâmpadas fluorescentes e entre 70 e 80% quando expostas aos LEDs.

FOTODINÂMICA – A Terapia Fotodinâmica é resultado da interação do fotossensiblizador com a luz e com o oxigênio, e é uma técnica constantemente utilizada pelo Grupo de Óptica no tratamento de lesões malignas e no controle microbiológico, e agora também no controle das larvas do Aedes Aegypti.

O principal objetivo da pesquisa em questão é a produção de um composto capaz de eliminar o mosquito da dengue, mas estudos de impacto ambiental também serão realizados simultaneamente, já que os larvicidas utilizados atualmente para o extermínio do Aedes aegypti contaminam o ambiente. “Uma das grandes preocupações desse projeto é conseguir, além da morte de larvas e mosquitos causadores da dengue, oferecer uma nova terapia que seja ecologicamente correta, ou seja, que a água ou solo, nos quais será dissolvida a substância química, não sejam contaminados”, explica Natália.

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