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Greve de lixeiros faz empresa lançar plano emergencial em São Carlos

06/11/2012 10h36 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Greve de lixeiros faz empresa lançar plano emergencial em São Carlos

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 20 garis da São Carlos Ambiental, empresa concessionária responsável pela coleta de lixo da cidade, deflagraram uma paralisação reivindicando aumento de salário. A empresa, para não deixar de recolher o lixo, lançou mão de um plano de emergência e agrupou perto de 15 funcionários da empresa Revita – responsável por capina e limpeza de terrenos – para substituir os garis em greve.

Em São Carlos, são recolhidos diariamente 150 toneladas de lixo/dia, distribuídas em sete setores da cidade que em média acumulam perto de 30 toneladas diárias.

Segundo o engenheiro ambiental da São Carlos Ambiental, Wanderley Scudilio Júnior, a reivindicação de aumento de salário dos grevistas fere a lei, já que o dissídio coletivo da categoria vencerá em fevereiro de 2013 e até lá não estão previstas rodadas de negociação salarial.

Os grevistas alegam que o salário de R$ 723,00 pago para a função está aquém do serviço prestado e que eles não estão tendo como sobreviver com essa remuneração. Segundo o gari Natalício Santos, que estava à frente das conversas com a empresa e o sindicato, eles querem que o salário-base chegue a R$ 1.100,00. “Nós já pedimos há mais de um mês para o sindicato – Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) – e eles estão enrolando a gente. Não tem como a gente viver com esse salário”, afirmou.

O presidente do Selur, Pedro Alves Filho, disse que a categoria recebe acima do salário mínimo paulista e com os benefícios de tíquete-refeição, vale alimentar e abono de insalubridade, os garis recebem perto de R$ 1.271,00. “Nós tentamos convencer o grupo a voltar ao trabalho e depois sentar e conversar, mas não foi possível resolver nada no momento”, disse.

De acordo com Scudilio Júnior, a São Carlos Ambiental tem um plano emergencial e ontem por volta das 11 horas já havia colocado nas ruas cinco caminhões para a coleta de lixo com a equipe recrutada. “São funcionários de outra empresa que já trabalham na área de limpeza urbana e que vão nos ajudar a fazer o serviço. Por conta da falta de experiência com o caminhão coletor que tem uma prensa na carroceria, esse grupo foi transportado numa Kombi que irá percorrer os circuitos dando apoio à coleta”, afirmou.

O engenheiro ambiental também afirmou que será preciso que a população entenda a possível lentidão do serviço por conta da troca repentina de coletores.

O secretário municipal de Serviços Públicos, Nivaldo Sigoli, estava na empresa e afirmou que a São Carlos Ambiental, por ser uma concessionária do serviço de limpeza pública, não pode deixar de recolher o lixo. “Estou aqui para garantir que haverá a coleta e que a população não será prejudicada. Quanto à negociação entre as partes cabe a São Carlos Ambiental solucionar o problema”, afirmou.

 

Sindicato afirma que greve é ilegal

A reivindicação que provocou greve foge do acordo salarial firmado em março de 2012 e que vigora até fevereiro de 2013, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), Pedro Alves Filho.

Já o engenheiro ambiental da São Carlos Ambiental, Wanderley Scudilio Júnior, afirmou que não houve por parte dos grevistas a apresentação de um índice de reajuste ou um número para que se pudesse analisar a proposta salarial. “Eles simplesmente pararam e disseram que querem aumento”, relatou.

De acordo com Alves Filho, o sindicato pretende se reunir com os grevistas para tentar reverter o quadro e evitar que haja demissões. “Vamos conversar e tentar uma saída que atenta a todos”, disse.

Scudilio Júnior também reforçou que a política da empresa não é a demissão. A empresa quer abrir negociação com sindicato e grupo de grevistas.

Segundo o gari Natalício Santos, que assumiu a função de porta-voz do grupo grevista, eles querem além de uma renegociação salarial, uma estrutura diferenciada para os meses de dezembro e janeiro quando há um maior volume de lixo na cidade.

Já o engenheiro ambiental Scudilio Júnior afirmou que há um acréscimo nesse período, mas menos que 10% e que a coleta contrabalança com período em que “o volume é sensivelmente menor”.

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Comentários

3 respostas para “Greve de lixeiros faz empresa lançar plano emergencial em São Carlos”

  1. Esse pessoal não tem noção mesmo! A profissão é desgastante, mas ganham acima da média, fazem greve antes da data base, o mundo numa eme desgraçada, a tia Dilma não sabe mais o que inventar para manter os empregos, e eles fazendo greve. Meus caros, para ser lixeiro basta ter boa condição física. A maioria dos cortadores de cana, estão de olho no seu emprego, sem contar que trocar 20 funcionários é fácil, tipo vap vup!! JUÍZO MOÇADA!!

  2. PSY, se tá por fora, esse coitados são vitimas nas mãos dessa empresa que cobra milhoesda prefeitura de são carlos, pare de falar coisa que voce não conhece. Tem que parar mesmo.

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