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Guardas Municipais justificam grande número de faltas

Jornal foi procurado após apontar mais de 1.000 dias de faltas com atestados

20/04/2022 16h07 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Guardas Municipais justificam grande número de faltas Fotos: Divulgação / Guarda Municipal de São Carlos (SP)

Após reportagem do Jornal Primeira Página apontar que, nos primeiros três meses de 2022, a Guarda Municipal de São Carlos teve um número assustador de faltas de seus membros, com os os guardas municipais somando 1.124 dias de faltas com atestados e 124 faltas injustificadas, um grupo de guardas procurou a nossa reportagem para expor a sua versão dos fatos.

De acordo com o grupo, que prefere manter o anonimato, a Prefeitura nada fez para repor de alguma maneira o benefício do prêmio-assiduidade. “Era uma mixaria mas evitava com que o GM entregasse atestado por qualquer motivo. Também foi retirado o 14° salário. A prefeitura diz que estava guardando esse dinheiro, mas não se vê nenhuma melhoria na questão salarial”, diz o relato.

Além disso, o grupo ainda diz que o motivo das faltas injustificadas é o fato de que qualquer trabalho particular que o guarda faz no dia de folga, ele ganha o dobro do que na Guarda Municipal, devido à desvalorização da categoria. Outro ponto mencionado é o aumento de falta devido à escala exaustiva. “Uma vez que a prefeitura não quis negociar o acordo coletivo 12×36, estamos adoecendo devido ao ritmo de trabalho e a escala exaustiva”.

Segundo o grupo, a maioria do efetivo está descontente com a gestão e em particular com a gestão do Secretário de Segurança Pública, Samir Gardini e do comandante Michael Yabuki. “O secretário, além de não substituir o atual comando (e sabe do descontentamento), diz investir na GM mas não investe no guarda, no agente, com melhoria de salário em relação as muitas atribuições, como arma de choque, arma de fogo, talão de multa, unidades específicas como canil, patrulha Maria da Penha, GAM, que nos foram dadas nesse 12 anos sem nenhum novo concurso público”.

Por fim, o grupo ainda liga o aumento das faltas à desmotivação derivada de perseguições por parte da chefia. “Eles cometem atos abusivos, tanto administrativos quanto pessoais, ofendendo alguns servidores, tratando de maneira diferente aos demais, além dos casos de assédio, preconceito com a estética individual, e no benefício para alguns e não para outros, como folgas e horários de trabalho melhores e flexíveis”.

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