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Guarda Municipal teve mais de 1.000 dias de faltas com atestado entre janeiro e março

Grande quantidade de faltas vem impactando no trabalho da instituição e causando problemas

20/04/2022 00h16 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Guarda Municipal teve mais de 1.000 dias de faltas com atestado entre janeiro e março Foto: Jean Guilherme / Jornal Primeira Página

Nos primeiros três meses de 2022, a Guarda Municipal de São Carlos teve um número assustador de faltas de seus membros. No total, os guardas municipais somam 1.124 dias de faltas com atestados. Além disso, houve ainda 124 faltas injustificadas. No último feriado de Páscoa, do dia 14 de abril até 17 de abril, foram 27 ausências de guardas que estavam escalados nesses dias.

De acordo com o Secretário de Segurança Pública, Samir Gardini, as faltas estão impactando demais no trabalho da instituição. “Desde quando o prêmio-assiduidade foi derrubado por decisão judicial, aumentou a quantidade de guardas que apresentam atestados. Isso tem impactado demais o trabalho. Não entro no mérito da questão do atestado, que é algo clínico. Em termos de patrulhamento, são 26.976 horas a menos. Isso é relevante”.

Samir relata que, em 2017, tinha 164 guardas municipais. Agora, tem 155, sendo que desses, 20 estão afastados. Também há alguns que assumiram cargos comissionados. Além disso, em 2017, existia um corpo de 35 vigias, que é a antiga guarda noturna, que foram aproveitados na criação da Guarda e trabalham de forma fixa em prédios da Prefeitura. Porém, vários deles estão se aposentando e hoje esse número caiu cerca de 20.

“Nós temos 200 prédios públicos e 190 praças. Todos esses equipamentos, a Guarda tenta fazer um trabalho preventivo, em três frentes: proteção do patrimônio, servidor e do serviço público. Por exemplo, nas UPAs, fizemos um sacrifício para garantir que todas tenham acompanhamento 24 horas da Guarda Municipal, pois são locais que necessitam desse monitoramento”, disse Samir.

A Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas, Helena Antunes, disse que não possui uma comparação do número de faltas antes e depois da Justiça derrubar o prêmio-assiduidade, devido à pandemia da Covid-19. Além disso, a Secretária disse que não é possível ligar o grande número de atestados ao fim do benefício.

“Nós temos visto que, atualmente, estão sendo apresentados diversos atestados médicos, porém não é possível ligar ao fim do prêmio-assiduidade. Pode ser que as pessoas estejam adoecendo mais, em razão da pandemia da Covid-19. Precisamos tratar do assunto tendo dados mais concretos”, disse Helena.

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