Greve dos professores será gradual em São Carlos
A paralisação dos docentes da rede estadual, iniciada efetivamente nesta segunda-feira, 22, em todo o estado de São Paulo, deve ser gradual em São Carlos, segundo análise do conselheiro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) na cidade, Ronaldo Mota. “Só poderemos afirmar o número de adesões a partir de terça-feira (hoje)”, falou. A greve é por tempo indeterminado.
De acordo com a Apeoesp, tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total.
A categoria, porém, reivindica um aumento de 36,74%. A categoria não concorda com a contratação de mais de 50 mil professores temporários conhecidos como categoria “o” e com a imposição pedagógica e administrativa da Secretaria de Educação do Estado e pedem a adoção de medidas contra a violência nas escolas.
A greve foi decretada depois de uma assembleia feita na tarde de sexta-feira (19) em São Paulo. Segundo dados da Apeoesp, no estado mais de 20 mil professores devem participar da greve por tempo indeterminado.
Ações
Segundo Mota, ontem os professores foram às escolas para conversar com estudantes, e pais. Hoje (23) ocorrerá uma reunião na Câmara Municipal de São Carlos para relatar os motivos da greve e eles darão início às panfletagens, diálogos com a comunidade e outras atividades regionais.
PROPOSTA DO ESTADO – De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um professor que leciona para estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e ensino médio, com uma jornada de 40 horas semanais, recebe um salário-base de R$ 2.088,27. Com o aumento, passará a receber R$ 2.257,84 em 2013.
Em 2014, quando deverá ser concedido novo reajuste de 7%, os vencimentos desse professor chegarão a R$ 2.415,89. Com os novos valores, o salário dos professores de educação básica II será, ainda de acordo com a Pasta, 44,1% superior ao piso nacional, que é de R$ 1.567.
A Secretaria reiterou que o governo de São Paulo “cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público.” A Pasta informou também estar “à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também e, sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino”.



A ESCOLA MARIA RAMOS TA DE GREVE OU NAO