Coopervida enfrenta problemas e coleta seletiva na cidade é afetada
A Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de São Carlos (Coopervida), que presta serviços de coleta seletiva para a Prefeitura, coletando recicláveis em vários bairros da cidade, tem enfrentado problemas, o que tem afetado a coleta seletiva em alguns bairros da cidade.
“A semana passada eles já na passaram”, afirma Elisa, moradora do Jardim Brasil e que não quis dar o nome completo. “Liguei na cooperativa de catadores e me disseram que não iriam passar por que não tinham funcionários suficientes. Esta semana liguei de novo e disseram que não iriam passar mais, que teríamos que esperar a outra gestão para ver como seria, pois havia terminado contrato com a prefeitura e ela não tinha renovado”, completa.
Segundo a direto financeira da Coopervida e a Prefeitura, o contrato que terminou foi o de um motorista de caminhão: “O contrato de um dos motoristas de caminhão venceu, a prefeitura não pode renovar enquanto não mudar o mandato, então ficamos sem esse motorista. São três caminhões, dois estão fazendo a coleta normalmente, mas um não, que atendida a região norte (Jardim Paulistano, Bandeirantes, Jardim Centenário, Santa Casa), e nessa região parou a coleta. Como fazer a coleta se não temos condições de pagar um caminhão? A diária deles é cara e estamos em uma condição precária”, explica Débora Aparecida da Cruz, diretora financeira da cooperativa.
Segundo ela, a coleta na zona norte parou esta semana, e não tem previsão de voltar “já que depende de outra contratação”, diz.
Em nota, a Prefeitura reconhece que o recolhimento em alguns bairros está deficitário, e afirma que vai orientar as equipes para se revezarem para contornar essa situação. Afirma também que, não havendo tempo hábil para contratação de outro motorista, a resolução da questão do motorista ficará com a próxima administração.
Outro problema
Além da falta de um motorista, a Coopervida enfrenta outro problema: “A gente era em 67 catadores, agora estamos com 22 pessoas, pois estamos com pagamento atrasado”, diz a diretora financeira da cooperativa.
O atraso no pagamento da prefeitura, que deveria ter ocorrido no dia 14, ocorreu em razão da dívida de R$ 15 mil reais da Coopervida com o INSS, afirma Cruz, que explica ainda que essa dívida impede que a cooperativa receba uma nota da prefeitura, bem como o repasse devido. A prefeitura confirma essa explicação, salientando que o dinheiro está disponível.
Em conseqüência disso, conclui Cruz, “o pessoal desanimou e acabou saindo, e não estamos conseguindo fazer a coleta na rua por conta disso”.
Mais explicações
“Hoje temos 12 pessoas trabalhando”, afirma Cruz, “as outras 10 estão nos ecopontos, então não temos como mandar para rua, pois em uma rota são 8 pessoas. E se a gente deslocar eles, aqui vai ficar parado. O pessoal está aqui tentando fazer a triagem do material para fazermos o pagamento da dívida. Já temos a maior parte. A dívida é de R$ 15 mil e temos R$ 12 mil”.
Segundo Cruz, a coleta está sendo feita normalmente em prédios e no shopping: “As pessoas estão ligando aqui falando que vão parar de dar a coleta, pois como o pessoal passa certinho toda semana, de porta em porta, então eles lavam, guardam, tudo certinho, e por que a gente está faltando com eles. Mas a gente pede a compreensão das pessoas, pois a nossa intenção é acertar tudo e voltar ao trabalho normalmente”, diz Cruz.
A reportagem entrou em contato com a presidente da Coopervida, Elisabeth Gonçalves Françoso, que está de férias, e ela confirmou todas as informações.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.